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De visita virtual ao DS7 Crossback

A marca de topo do grupo PSA reforça a sua autonomização, seja com uma nova rede de lojas, seja com o lançamento de um SUV de grande porte, o DS7

Rui Cardoso

DS 7, Um SUV de dimensões imponentes

DR

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Imagine-se na Praça da Concórdia em Paris a apreciar um novo modelo de carro. Os edifícios estão lá mas não se ouve barulho e não há mais ninguém além de nós próprios e do carro. Como num sonho, este vai mudando de cor, até que começa a andar na nossa direcção. Ainda esboço um salto para o lado mas é tarde: a frente atinge-me acima da linha dos joelhos.

Felizmente é tudo realidade virtual e neste universo electrónico o fantasma do DS7 pode atravessar-nos sem danos de maior além do susto. Algo de semelhante ao que os espectadores parisienses terão sentido em 1895 quando os Irmãos Lumiére projectaram imagens de um comboio chegando à estação de La Ciotat e que parecia querer sair do ecrã e entrar pela plateia.

Esta visita virtual ao novo SUV da DS é uma das experiências que as novas lojas DS Store, para já apenas existentes nas regiões de Lisboa e Porto, podem proporcionar.

No quadro da estratégia do construtor francês a afirmação das três marcas do grupo (Peugeot, Citroën e DS Automobiles) passa também por diferenciar os sub-espaços ocupados nas lojas comuns, cada qual com sua filosofia, estilo e clientela-alvo. Foi assim que no passado dia 14 de Março foi inaugurado em Carnaxide o primeiro espaço conjunto da PSA Retail Portugal onde passam a estar expostas as últimas novidades das três marcas, caso do Peugeot 308, dos Citroën C3, C3 Aircross e do novo C4 Cactus a lançar já em Abril. E, no espaço DS Store, o novo DS7.

No caso da DS Automobiles que desde 2014 já existe como entidade separada e não como uma mera gama de topo da Citroen, isso é patente no seu novo modelo, o DS7 Crossback que representa a entrada dos SUV de grande porte na oferta da marca.

Suspensão evoluída para maximixar o comportamento em curva

Suspensão evoluída para maximixar o comportamento em curva

DR

Concorrer com marcas de topo

Este DS7, cuja projecção virtual me pregou um susto dos antigos, é um SUV já de razoáveis dimensões, pensado para concorrer com a oferta homóloga de marcas como a Jaguar, a Audi, a BMW ou a Mercedes.

A grelha frontal não fica a dever, por exemplo, à do F-PACE da Jaguar, enquanto as linhas gerais, algo arredondadas, não fogem muito às de um Audi Q5. As diferenças pareceram-me mais marcantes nos interiores onde, tanto nos estofos como nos revestimentos avultam acabamentos feitos à mão, recuperando velhas tradições do artesanato francês, caso de trabalhos elaborados em materiais nobres como couro ou madeira.

O espaço é generoso muito em especial atrás, onde não só se pode viajar de perna cruzada como se estivéssemos sentados no sofá da sala a ouvir música, como os bancos traseiros têm regulação elétrica separada, o que não sendo inédito é ainda relativamente raro.

Sistema de visão noturna

Um SUV, não sendo um jipe, pode e deve ter alguma versatilidade, proporcionada neste caso pelo sistema Advanced Traction Control que maximiza a tracção (unicamente dianteira) em função do tipo de piso (neve, lama, areia, etc), associado nomeadamente à caixa automática de oito velocidades.

A gama é diversificada, indo desde versões a gasolina de 1600 centímetros cúbicos (180 a 225 cv) a motores diesel de 1500 centímetros cúbicos (130 cv) a dois litros (180 cavalos). Todos se apresentam com caixa automática de oito velocidades menos a versão de 130 cavalos que tem caixa manual de seis velocidades.

A electrónica marca uma presença tão forte como discreta, actuando sobretudo na área da segurança. É o caso de um sistema de visão nocturna associado à paragem de emergência que detecta peões e objectos não iluminados ou de uma câmara de reconhecimento facial do condutor, acoplada a um sistema de detecção de sinais de fadiga ou doença súbita.

Quanto a preços pode dizer-se que oferece tudo isto a preços que, não sendo uma pechincha, desafiam, em igualdade de equipamentos, a concorrência das marcas premiun. Começa em € 41608 (1.5 diesel, 130 cv) e vai até aos € 57258 (2.0 diesel, 180 cv), sem esquecer os € 44250 do motor a gasolina de 1,6 litros e 180 cv.

Para 2019 está previsto o lançamento de uma versão híbrida plug in (motor a gasolina mais sistema eléctrico recarrgável) com tracção integral e autonomia em modo puramente eléctrico da ordem dos 50 km