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Agressores de Alcochete indiciados por associação criminosa

Os 23 suspeitos que invadiram o centro de treinos do Sporting, e detidos pela GNR, são suspeitos de crimes de ameaça agravada, ofensa à integridade física agravada sequestro e até de terrorismo

Hugo Franco

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As 23 pessoas detidas esta terça-feira em Alcochete, depois da invasão à Academia do Sporting, foram indiciados pelo Ministério Público dos crimes de associação criminosa, ofensa à integridade física qualificada, tentativa de atropelamento, sequestro, detenção de arma proibida, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e até de terrorismo, num caso.

Este grupo, que é suspeito de agredir com violência atletas e equipa técnica do Sporting, está a ser ouvido por um juiz de instrução criminal do Tribunal do Barreiro. " Por entender que devem ser aplicadas aos arguidos medidas de coação diversas de termo de identidade e residência, o Ministério Público decidiu apresentar os detidos a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal do Barreiro", pode ler-se no site da Procuradoria da Comarca de Lisboa.

As medidas de coação deverão ser conhecidas nas próximas 24 horas.

Os arguidos foram detidos pela GNR após um alerta feito por responsáveis da Academia, ao final da tarde desta terça-feira. Alguns deles resistiram à detenção com algum grau de violência mas acabaram por passar a noite no posto territorial de Alcochete da GNR.

Já as vítimas fizeram queixa no destacamento do Montijo ao final da noite. No total, 36 jogadores, treinadores e funcionários do clube apresentaram queixa contra o grupo que teria mais elementos do que aqueles que foram detidos pelas autoridades. Segundo várias testemunhas, seriam 50 os encapuzados que invadiram Alcochete.

No total, foram detidos 23 suspeitos, apreendidas 5 viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolhidos depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube. A GNR mobilizou um efetivo de mais de 100 militares.
A investigação é do Ministério Público do DIAP da Comarca de Lisboa (secção do Montijo) com a colaboração da GNR.