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MP não se opõe à libertação dos 4 suspeitos de corrupção no Sporting mas pede caução de €60 mil para Geraldes

Só o empresário Paulo Silva falou no Tribunal de Instrução Criminal do Porto e confessou ter corrompido jogadores em oito partidas de futebol. Os restantes três remeteram-se ao silêncio. Medidas de coação serão conhecidas ainda esta quinta-feira

Rui Gustavo e Hugo Franco

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O Ministério Público não pediu prisão preventiva para os quatro arguidos na operação Cashball, que investiga suspeitas de corrupção sobre jogadores e árbitros de futebol com o intuito de favorecer o Sporting. O MP pediu uma caução de 60 mil euros a André Geraldes, diretor do futebol do Sporting, apurou o Expresso.

Geraldes, Gonçalo Rodrigues, funcionário do gabinete de apoio ao atleta do Sporting, Paulo Silva e João Gonçalves, ambos empresários, foram ouvidos esta quinta-feira no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

São suspeitos de atos de corrupção e foram detidos na última quarta-feira pela Polícia Judiciária do Porto.

O Expresso sabe que só Paulo Silva falou à juíza de instrução. Os restantes três remeteram-se ao silêncio.

O "Correio da Manhã" revela que Paulo Silva, intermediário do alegado esquema (que se mostrou arrependido e denunciou o caso às autoridades) confessou à magistrada ter corrompido ou tentado corromper jogadores adversários em oito jogos de futebol do Sporting da última temporada. E também árbitros em dez jogos de andebol, também para beneficiar a equipa leonina no campeonato da época 2016/17.

As medidas de coação aplicadas pela juíza de instrução deverão ser conhecidas ainda esta quinta-feira, e poderão ser diferentes daquelas que são sugeridas pelo Ministério Público. Ou seja, não há a garantia que os quatro suspeitos sejam libertados com termo de identidade e residência.

[notícia atualizada às 19h55]