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MP quer prisão preventiva para agressores de Alcochete

Gravidade dos crimes imputados aos 23 suspeitos das agressões a jogadores e técnicos do Sporting justifica pedido para medida de coação mais grave

Rui Gustavo

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O procurador do Ministério Público encarregado do caso das agressões na Academia de Alcochete deve pedir prisão preventiva para grande parte dos 23 envolvidos na invasão do local. Terá sido por isso que os agressores estão indiciados pelo crime de terrorismo, cuja moldura penal é suficiente para o juiz de instrução aplicar a prisão preventiva e impedir que possam estar na final da Taça que se disputa contra o Desportivo das Aves no domingo, 20 de maio.

A GNR deteve 23 suspeitos nos minutos seguintes ao ataque à Academia que estão a ser ouvidos no Tribunal do Barreiro. Estão indiciados por vários crimes que vão do terrorismo, à associação criminosa, passando pelo incêndio florestal.

As medidas de coação devem ser conhecidas entre esta quinta-feira e amanhã, 18 de maio.

Na tarde de terça-feira um grupo de 50 mascarados entraram nas instalações da Academia do Sporting, furaram a segurança e agrediram vários jogadores e técnicos. De acordo com a Sábado, Jorge Jesus foi agredido com um cinto "na zona da cara" e jogadores como Bas Dost, Acuña, William e Bataglia foram agredidos.