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O que o Sporting vai mudar na segurança em Alcochete e Alvalade

O Sporting vai reforçar a segurança da equipa de futebol e pedir uma auditoria às condições de segurança da Academia, em Alcochete, e do Estádio José Alvalade, em Lisboa, anunciou esta segunda-feira o clube

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Em comunicado, os leões enumeram dez medidas de segurança na sequência do ataque de dia 15 de maio, em que dezenas de alegados adeptos encapuzados invadiram a Academia, dirigiram-se aos balneários, e agrediram jogadores, o treinador Jorge Jesus e outros elementos da equipa técnica e staff.

Os responsáveis do Sporting dizem que "o ataque hediondo, classificado de ato de terrorismo pelas autoridades", obrigou a "repensar o conceito da Academia" e adotar medidas, entre as quais o "reforço e permanência da equipa de acompanhamento e proteção pessoal à equipa de futebol profissional".

O Sporting decidiu também pedir uma "auditoria [feita] por entidade independente às condições de segurança da Academia e do Estádio", alargar o sistema de videovigilância [CCTV], reforçar a equipa de segurança da Academia "com elementos qualificados com formação especializada em defesa pessoal".

O clube prevê ainda ter um "operador local permanente de CCTV, em regime 24/7 com redundância no Estádio José Alvalade.

Em relação à Academia, o Sporting pretende fazer a "revisão da vedação do perímetro exterior de todo o complexo" da Academia, prevê a "criação de um segundo posto de controlo de viaturas e pessoas", e o "seccionamento do perímetro de segurança criando um segundo perímetro interno, de modo a isolar a área do futebol profissional das restantes zonas da Academia".

"Ligação automática ao posto da GNR em caso de emergência" e "instalação de pilaretes hidráulicos para limitação de acesso a viaturas" são outras das medidas previstas.

No comunicado, o Sporting sublinha que em 2013 já tinha reparado, corrigido e reforçado o sistema de CCTV da Academia, introduziu melhorias na iluminação e adequou os perímetros do Estádio Aurélio Pereira, inserido no mesmo complexo, aos regulamentos da Liga Portuguesa da Futebol Profissional.

Na sequência do ataque, foram detidas 23 pessoas, que têm estado a ser ouvidas no Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro e que poderão ficar a conhecer hoje as medidas de coação que lhes serão aplicadas, sendo que o Ministério Público pediu prisão preventivas para todos.

O ataque aconteceu antes daquele que deveria ter sido o primeiro treino de preparação para a final da Taça de Portugal, que se disputou no domingo e em que o Sporting foi derrotado pelo Desportivo das Aves por 2-1.

Lusa