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GP da Bélgica: Lewis Hamilton parte do fim da grelha

O inglês Lewis Hamilton (Mercedes), que comanda o Mundial, vai partir da última linha da grelha para o GP da Bélgica. O alemão Nico Rosberg, seu colega de equipa, parte da “pole position”

Pedro Roriz

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YVES HERMAN/REUTERS

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Sabendo que mais uma troca de componentes do motor implicaria uma penalização capaz de o relegar para o final da grelha de partida, cabia ao piloto e à equipa decidir qual o circuito mais favorável para que isso sucedesse. Era evidente que os traçados de Spa-Francorchamps e de Monza, por serem rápidos, eram os mais adaptados e a escolha acabou por recair no traçado belga.

Por isso, foi sem surpresa que os espectadores viram Lewis Hamiltin dar uma volta ao traçado belga e recolher às “boxes”, de onde não voltou a sair. Isso permite-lhe, entre outras coisas, escolher sem condicionantes os pneus para a corrida.

Por outro lado, não será de estranhar se o campeão do mundo optar por largar da via das “boxes”, pois, nesse caso, chegará à longa recta Camel em plena aceleração e pode ganhar de uma assentada vários lugares.

Situação semelhante acontece com o espanhol Fernando Alonso (McLaren/Honda), que nem uma volta completou, uma vez que o novo motor da marca japonesa cedeu. Ainda assim, o inglês Jenson Button conseguiu o nono tempo, o que deixa entender que a evolução existe e que os resultados podem começar a aparecer.

Indiferente ao que acontecia nas “boxes”, o alemão Nico Rosberg confirmou a superioridade da Mercedes, assegurou a sexta “pole” do ano e tem oportunidade para reduzir os 19 pontos de atraso que tem em relação a Lewis Hamilton, com a dimensão dessa recuperação a ser consequência da recuperação do inglês.

O holandês Max Verstappen (Red Bull/TAG Heuer) completa a primeira linha da grelha, depois de bater o finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) por 0,017”. Este conseguiu superar o alemão Sebastian Vettel, seu companheiro de equipa, o que não tem sido habitual ao longo do ano.

De assinalar que o alemão Pascal Wehrlein (Manor/Mercedes) conseguiu chegar à Q2, algo raro para a equipa. A Mercedes conta com um novo piloto, o francês Esteban Ocon, que faz a estreia na F1, em substituição do indonésio Rio Haryanto, que não conseguiu cumprir os compromissos financeiros que tinha assumido com a equipa.

Grelha de partida oficiosa

1.ª linha – Nico Rosberg (Mercedes MGP W07/Mercedes), 1’46,744”; Max Verstappen (Red Bull RB12/TAG-Heuer), 1’46,893”; 2.ª linha – Kimi Raikkonen (Ferrari SF16-H/Ferrari), 1’46,910”; Sebastian Vettel (Ferrari SF16-H/Ferrari), 1’47,108”; 3.ª linha – Daniel Ricciardo (Red Bull RB12/TAG-Heuer), 1’47,216”; Sergio Perez (Force India VJM09/Mercedes), 1’47,407”; 4.ª linha – Nico Hulkenberg (Force India VJM09/Mercedes), 1’47,543”; Valtteri Bottas (Williams FW38/Mercedes), 1’47,612”; 5.ª linha – Jenson Button (McLaren MP4-31/Honda), 1’48,114”; Felipe Massa (Williams FW38/Mercedes), 1’48,263”; 6.ª linha – Romain Grosjean (Haas VF16-Ferrari), 1’48,316”; Kevin Magnussen (Renault RS16/Renault), 1’48,485”; 7.ª linha – Esteban Gutierrez (Haas VF-16/Ferrari), 1’48,598”; Jolyon Palmer (Renault RS16/Renault), 1’48,888”; 8.ª linha – Carlos Sainz (Toro Rosso STR11/Ferrari), 1’49,038”; Pascal Wehrlein (Manor MRT05/Mercedes), 1’49,320”; 9.ª linha – Felipe Nasr (Sauber C35/Ferrari), 1’48,949”; Esteban Ocon (Manor MRT05/Mercedes), 1’49,050”; 10.ª linha – Daniil Kvyat (Toro Rosso STR11/Ferrari), 1’49,058”; Marcus Ericsson (Saber C35/Ferrari); 1’49,071”; 11.ª linha – Lewis Hamilton (Mercedes MGP W07/Mercedes), 1’50,033”; Fernando Alonso (McLaren MP4-31/Honda), sem tempo.

Classificações dos Mundiais, antes do GP da Bélgica:

PILOTOS – 1.º, Lewis Hamilton, 217 pontos; 2.º, Nico Rosberg, 198; 3.º, Daniel Ricciardo, 133; 4.º, Kimi Raikkonen, 122; 5.º, Sebastian Vettel, 120; 6.º, Max Verstappen, 115; 7.º, Valtteri Bottas, 58; 8.º, Sergio Perez, 48; 9.º, Felipe Massa, 38; 10.º, Nico Hulkenberg, 33; 11.º, Carlos Sainz, 30; 12.º, Romain Grosjean, 28; 13.º, Fernando Alonso, 24; 14.º, Daniil Kvyat, 23; 15.º, Jenson Button, 14, 16.º, Kevin Magnussen, 6; 17.º, Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein, 1

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes AMG Petronas F1 Team, 415 pontos; 2.º, Infiniti Red Bull Racing, 256; 3.º, Scuderia Ferrari, 242; 4.º, Williams Martini Racing, 96; 5.º, Sahara Force India F1 Team, 81; 6.º, Scuderia Toro Rosso, 45; 7.º, McLaren Honda, 42; 8.º, Haas F1 Team, 28; 9.º, Renault Sport F1 Team, 6; 10.º, Manor Racing MRT, 1.