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Andreas Mikkelsen dominador na Austrália

O norueguês Andreas Mikkelsen (VW Polo R WRC) dominou o primeiro dia do Rali da Austrália, derradeira prova do WRC (Campeonato do Mundo de Ralis), depois de ser o mais rápido em cinco das 11 especiais cumpridas. E há mais novidades

Pedro Roriz

Andreas Mikkelsen tem 27 anos e é norueguês

Getty

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O campeão do mundo, o francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC) é segundo, a 15,4” do seu colega de equipa, com o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 WRC), que discute o segundo lugar no campeonato com o norueguês, a completar o pódio, neste momento.

Quase “a correr em casa”, o neo-zelandês Hayden Paddon (Hyundai i20 WRC) é quarto, depois de ter sido o único a passar pelo comando, o que sucedeu após a segunda especial (Bakers Creek – 16,75 km), onde bateu Andreas Mikkelsen por 2,0” e ascendeu ao primeiro lugar com escassos 0,6” de avanço sobre o seu mais directo perseguidor.

Só que, logo a seguir, o norueguês foi o mais rápido 1,7” em Northbank (8,42 km) e regressou ao topo da classificação, com 1,1” de avanço sobre o neo-zelandês, que acabaria o dia no quarto lugar.

De assinalar que o finlandês Jari-Matti Latvala (VW Polo R WRC) partiu a suspensão na especial de abertura, com o piloto a assumir que “foi um erro” que cometeu e que lhe custou uma penalização total de 1’30”, antes do primeiro parque de assistência, o que o relega para o 15.º lugar da geral, a 7’53,4” de Andreas Mikkelsen.

A segunda etapa da prova australiana corre-se durante a noite e a madrugada em Portugal e inclui sete classificativas (135,19 km), que com a sua extensão a torna a mais longa do ponto de vista competitivo, com o destaque a ir para a dupla passagem pelos 50,80 km de Nambuco, que pode provocar alterações na classificação

Classificação no final da 1.ª etapa:

1.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (VW Polo R WRC), 57’16,7”; 2.º, Sébastien Ogier/Julian Ingrassia (VW Polo R WRC), a 15,4”; 3.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 WRC), a 22,5”; 4.º, Hayden Paddon/John Kennard (Hyundai i20 WRC), a 23,7”; 5.º, Mads Ostberg/Olá Floene (Ford Fiesta RS WRC), a 38,8”; 6.º, Eric Camilli/Benjamin Veillas (Ford Fiesta RS WRC), a 46,6”; 7.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 50,2”; 8.º, Ott Tanak/Raigo Molder (Ford Fiesta RS WRC), a 1’30,6”; 9.º, Esapekka Lappi/Janne Ferm (Skoda Fabia R5), a 2’20,3” (1.º RC2); 10.º, Lorenzo

Bertelli/Simone Scattolin (Ford Fiesta RS WRC), a 2’24,7”. Estão classificadas mais 20 equipas.

VW abandona

Dominadora nos últimos quatro anos do WRC (Campeonato do Mundo de Ralis), a VW surpreendeu tudo e todos ao anunciar a retirada no final da prova australiana, seguindo aquilo que a Audi havia feito em relação do WEC (Campeonato do Mundo de Resistência), com a marca dos anéis a apostar na FE (Fórmula 1 Electrica), enquanto a VW não revelou quais as suas intenções quanto ao futuro.

Pelo que consta, o francês Sébastien Ogier terá já assinado pela Ford, concretizando um desejo de Malcolm Wilson, que nunca escondeu que queria trabalhar com o campeão do mundo, o que pode recolocar a marca da oval na luta pelas vitórias e pelo título.

Ao que tudo indica, a confirmação oficial só deverá ser feita na segunda-feira, por vontade de Sébastien Ogier, defensor até ao fim das cores da marca alemã.

Como consequência, o finlandês Jari-Matti Latvala e o norueguês Andreas Mikkelsen ficam “sem trabalho” e disponíveis no mercado, quando se pensava que isso não sucederia.

A Toyota, que irá entrar no WRC em 2017, pode ter, aqui, uma oportunidade para contar com pilotos experientes e capazes de mais depressa fazerem evoluir o Yaris WRC.

Alterações regulamentares

Antes do fecho da temporada foram conhecidas algumas das alterações regulamentares que entrarão em vigor no Rali de Monte Carlo de 2017.

A primeira novidade prende-se com a alteração da pontuação atribuída na “Power Stage”, onde em lugar de serem pontuados os três primeiros (3-2-1), passam a receber pontos os cinco (5-4-3-2-1) mais rápidos da especial de encerramento.

A segunda vai ao encontro das reclamações de Sébastien Ogier no que diz respeito à ordem de partida. Em lugar do comandante do campeonato abrir a estrada todos os dias, com exceção do último, agora passa a fazê-lo, apenas, no dia de abertura, para nos dias seguintes a ordem de partida ser a inversa da classificação.