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F1. A corrida de Nico Rosberg que o sagrou campeão

A derradeira corrida da temporada decorreu de acordo com o que todos esperavam

Pedro Roriz

AHMED JADALLAH

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Trinta e quatro anos depois do pai (Keke Rosberg) ter conquistado o título, Nico Rosberg (Mercedes) imita o feito e torna-se no segundo filho a conseguir fazê-lo. O primeiro fora Damon Hill (1996), por final, também 34 anos (1962) depois do pai Graham Hill ter alcançado o primeiro dos seus dois títulos mundiais.

A derradeira corrida da temporada decorreu de acordo com o que todos esperavam, com o inglês Lewis Hamilton (Mercedes), autor do melhor tempo dos treinos e a quem só a vitória interessava, a alcançar a 10.ª vitória da temporada, 44.ª da carreira. O alemão Nico Rosberg rodava de forma tranquila no segundo lugar, o que lhe garantia o título, com dois pontos de avanço sobre o seu antecessor.

Na fase final da corrida, o inglês reduziu o andamento para permitir o reagrupamento dos quatro primeiros, na esperança de que os perseguidores de Nico Rosberg conseguissem ultrapassar o alemão e permitissem-lhe chegar ao título. Mas este fez uma corrida tática, ao manter a pressão sobre o inglês, sem nunca correr riscos, mas a defender-se com sucesso dos seus perseguidores.

E a junção foi de tal ordem que os três primeiros terminaram separados por menos de um segundo, o que não sucedia há muito e o quarto ficou a menos de um segundo do pódio.

O alemão Sebatian Vettel (Ferrari) completou o pódio, à frente do holandês Max Verstappen (Red Bull/TAG Heuer), autor de mais uma corrida notável, já que um peão na primeira volta p relegou para o fundo do pelotão. Porém, o holandês fez uma recuperação notável e por pouco não chegou ao pódio.

De assinalar que o GP do Abu Dhabi marcou o final das carreiras do brasileiro Felipe Massa e do inglês Jenson Button, na F1, com o segundo a integrar o lote de campeões em consequência do ceptro conquistado em 2009.

Classificação

1.º, Lewis Hamilton (Mercedes MGP W07/Mercedes), 55 voltas (305,355 km km), em 1.38’04,013” (186,824 km/h); 2.º, Nico Rosberg (Mercedes MGP W07/Mercedes), a 0,439”; 3.º, Sebastian Vettel (Ferrari SF16-H/Ferrrari), a 0,843”; 4.º, Max Verstappen (Red Bull RB12/TAG-Heuer), a 1,685”; 5.º, Daniel Ricciardo (Red Bull RB12/TAG-Heuer), a 5,15”; 6.º, Kimi Raikkonen (Ferrari SF16-H/Ferrari), a 18,816”; 7.º, Nico Hulkenberg (Force Índia VJM09/Mercedes), a 50,114”; 8.º, Sergio Perez (Force India VJM09/Mercedes), a 58,776”; 9.º, Filipe Massa (Williams FW38/Mercedes), a 59,436”; 10.º, Fernando Alonso (McLaren MP4-31/Honda), a 59,896”; 11.º, Romain Grosjean (Haas), a 1’16,777”; 12.º, Esteban Gutierrez (Haas), a 1’35,113; 13.º, Esteban Ocon (Manor MRT05/Mercedes), a 1 volta”; 14.º, Pascal Wehrlain (Manor MRT05/Mercedes), a 1 volta; 15.º, Marcus Ericsson (Sauber C35/Ferrari), a 1 volta; 16.º, Felipe Nasr (Sauber C35/Ferrari), a 1 volta; 17.º, Jolyon Palmer (Renaulr RS16/Renault), a 1 volta

Classificações finais dos “Mundiais”:

PILOTOS – 1.º, Nico Rosberg, 385 pontos; 2.º, Lewis Hamilton, 380; 3.º, Daniel Ricciardo, 256; 4.º, Sebastian Vettel 212; 5.º, Max Verstappen, 204; 6.º, Kimi Raikkonen, 186; 7.º, Sergio Perez, 101; 8.º, Valtteri Bottas, 85; 9.º, Nico Hulkenberg, 72; 10.º, Fernando Alonso, 54; 11.º, Felipe Massa, 53; 12.º, Carlos Sainz, 46; 13.º, Romain Grosjean, 29; 14.º, Daniil Kvyat, 25; 15.º, Jenson Button, 21, 16.º, Kevin Magnussen, 7; 17.º, Felipe Nasr, 2; 18.º, Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein, Jolyon Palmer, 1

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes AMG Petronas F1 Team, 765 pontos; 2.º, Infiniti Red Bull Racing, 468; 3.º, Scuderia Ferrari, 398; 4.º, Sahara Force Índia F1 Team, 173; 5.º, Williams Martini Racing, 138; 6.º, McLaren/Honda, 76; 7.º, Scuderia Toro Rosso, 63; 7; 8.º, Haas F1 Team, 29; 9.º, Renault Sport F1 Team, 8; 10.º, Sauber/Ferrari, 2; 11.º, Manor Racing MRT, 1.