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Dakar 2017: Paulo Gonçalves quinto no arranque

O francês Xavier De Soultrair (Yamaha) dominou o SS e foi sempre o mais rápido dos pilotos das duas rodas

Pedro Roriz

David Fernandez/ EPA

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Paulo Gonçalves (KTM), quinto no Setor Seletivo (SS), foi o mais rápido dos motards portugueses no arranque da edição 2017 do “Dakar”.

Um SS de escassos 39 km marcou o arranque das “hostilidades”, com a sua curta extensão servir para homens e máquinas fazerem o “aquecimento” para o que aí vem, com o dia de amanhã a implicar 275 km contrarrelógio.

O francês Xavier De Soultrair (Yamaha) dominou o SS e foi sempre o mais rápido dos pilotos das duas rodas e acabou por ganhar dois segundos ao espanhol Juan Pedrero Garcia (Sherco TVS) e 14 ao norte-americano Ricky Barbec (Honda), que ocuparam as posições seguintes e estiveram provisoriamente no topo da tabela tempos quer em CP1, o único controlo existente esta segunda-feira, quer no controlo de chegada.

Sem correr riscos, Paulo Gonçalves cedeu 28” ao vencedor do SS, num dia em que nada se ganhava mas que muito podia ser perdido.

O SS de abertura foi com cuidado pelos favoritos, como o demonstra o facto do australiano Toby Price (KTM), vencedor no ano passado, que abriu a pista, não ter ido além do 17.º lugar (a 1’25”), atrás do português Joaquim Rodrigues (Hero Speedbrand), um dos “rookies” da “armada” portuguesa, enquanto Hélder Rodrigues (Yamaha) registava o 27.º tempo.

Nos automóveis, vitória do qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota Hilux AWD) que, tal como Xavier De Soultrait, dominou o SS desde o primeiro metro para ser o primeiro comandante da edição 2 017 da prova e alcançar a 26.ª vitória em especiais.

Excelente começo para os espanhóis que colocaram Xavier Pons (Ford Ranger), Nani Roma (Toyota Hilux AWD) e Carlos Sainz (Peugeot 3008 DKR) nos lugares imediatos, enquanto o francês Stéphane Peterhansel (Peugeot 3008 DKR), vencedor do ano passado e o piloto com mais triunfos na história da prova, não foi além do12.º lugar, a 1’34” de Nasser Al-Attiyah.

Ao contrário do que sucedeu tudo e todos, na primeira fase da prova, o francês Sébastien Loeb (Peugeot 3008 DKR) não foi além do sexto tempo, atrás, ainda, do sul-africano Giniel De Villiers (Toyota Hilux AWD), com a marca francesa a ser surpreendida com o forte começo da Toyota, que colocou três carros, entre os cinco primeiros.

Classificações

MOTOS
1.º, Xavier De Soultrait (Yamaha), 28’20”;
2.º, Juan Pedrero Garcia (Sherco TVS), a 2”;
3.º, Ricky Brabec (Honda), a 14”;
4.º, Michael Metge (Honda), a 18”;
5.º, Paulo Gonçalves (Honda), a 28”;
6.º, Sam Sunderland (KTM), a 29”;
7.º, Joan Barreda Bord (Honda), a 32”;
8.º, Matthias Walker (KTM), a 42”;
9.º, Gerard Farres Guel (KTM), a 48”;
10.º, Ivan Cervantes Montero (KTM), a 56”;
…;
16.º, Joaquim Rodrigues (Hero Speedbrand), a 1’22”;
…;
27.º, Hélder Rodrigues (Yamaha), a 2’27”;
…;
29.º, Mário Patrão (KTM), a 2’38”;
…;
35.º, Luís Portela de Morais (KTM), a 3’28”;
…;
39.º, Gonçalo Reis (KTM), a 3’44”;
…;
53.º, Fausto Mota (Yamaha), a 5’04”;
…;
56.º, David Megre (KTM), a 5’07”;
…;
62.º, Pedro Bianchi Prata (Honda), a 5’52”;
…;
68.º, Rui Oliveira (Yamaha), a 6’22”;
…;
101.º, Fernando Sousa (KTM), a 9’16”

Estão classificados mais 41 pilotos.

CARROS
1.º, Nasser Al-Attiyah/Matthieu Baumel (Toyota Hilux AWD), 25’41”;
2.º, Xavier Pons/Ruben Garcia (Ford Ranger), a 24”;
3.º, Nani Roma/Alex Haro (Toyota Hilux AWD), a 29”;
4.º, Carlos Sainz (Lucas Cruz (Peugeot 3008 DKR), a 33”;
5.º, Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (Toyota, Hilux AWD), a 41”;
6.º, Sébastien Loeb/Daniel Elena (Peugeot 308 DKR), a 55”;
7.º, Yazeed Al Rahji/Timo Gottschalk (Mini JCW), a 1’06”;
8.º, Cyril Despres/David Castera (Peugeot 308 DKR), 1’14”;
9.º, Mikko Hirvonen/Michel Perin (Mini JCW), a 1’20”;
10.º, Erik Van Loon/Wouter Rosegaar (Toyota Overdrive), a 1’22”;
…;
22.º, Boris Garafulic/Filipe Palmeiro (Mini JCW), a 3’18”;
…;
31.º, Stephan Schott/Paulo Fiúza (Mini JCW), a 5’18”

Estão classificadas mais 43 equipas.

A etapa de amanhã

Na terça-feira, a caravana irá de Resistência até San Miguel de Tucuman, cidade que, na década de 80 do século passado, foi centro nevrálgico do Rali da Argentina, quando a prova do “país das pampas” passou a integrar o calendário do Campeonato do Mundo de Ralis, em detrimento do Brasil.

Serão 803 km de percurso, nos quais se inclui um Setor Seletivo com 275 km, que tem por cenário o “Chaco”, palco da “Transchaco”, uma das mais duras provas do calendário mundial.

Se a chuva não transformar as pistas em lamaçais, o pó será uma das maiores dificuldades que os pilotos terão de enfrentar.