Tribuna Expresso

Perfil

Automobilismo

Sébastien Ogier em busca do tetra no Rali da Suécia

As estradas de terra cobertas de neve da Suécia e da Noruega sucedem ao asfalto gelado de Monte Carlo, na segunda jornada do Campeonato do Mundo de ralis

Pedro Roriz

Sébastien Ogier trocou a VW pela Ford, mas no Mónaco mostrou que continua a ser o mais forte

Massimo Bettiol / Getty Images

Partilhar

As estradas de terra cobertas de neve da Suécia e da Noruega sucedem ao asfalto gelado de Monte Carlo, na segunda jornada do WRC (Campeonato do Mundo de ralis).

Vencedor na estreia ao volante do Ford Fiesta WRC, o francês Sébastien Ogier tem de ser apontado como favorito a novo triunfo, já que a prova monegasca provou que ninguém contesta a superioridade do tetracampeão mundial, mesmo integrado numa nova equipa.

Aliás, Ogier por três vezes (2013, 2015 e 2016) e o seu compatriota Sébastien Loeb (2004) são os únicos pilotos não nórdicos que já venceram a prova sueca, que integra o Mundial desde 1973 e tem o sueco Stig Blomqvist e o finlandês Marcus Gronholm no topo da lista de vencedores, com cinco triunfos cada –mas com o primeiro a contabilizar mais dois triunfos, antes da entrada da prova no calendário do Campeonato do Mundo.

Desde 1973, a prova sueca só não se efectuou por três vezes: em 1974, em consequência da crise do petróleo, que levou à anulação do Campeonato Nacional de ralis e obrigou o Rali TAP a ser efetuado com combustível vindo da Venezuela; em 1990, em consequência das péssimas condições atmosféricas que se fizeram sentir; e em 2009, ano em que foi o Rali da Noruega a integrar o WRC.

A maior oposição a Ogier deverá vir do seu colega de equipa, o estónio Ott Tanak, ainda à procura da estreia como vencedor de um rali do Mundial; do finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris WRC), seu companheiro no ano passado e que mostrou em Monte Carlo que o projeto da marca japonesa pode surpeeender; e do irlandês Kris Meeke (Citroen C3 WRC), que saiu da estrada na prova inaugural mas já mostrou poder ombrear com o francês.

De assinalar o regresso à estrada do norueguês Mads Ostberg (Ford Fiesta WRC), que juntou esforços com o checo Martin Prokop para formar uma equipa que se estreia na Suécia.

A estrada

Com o objetivo de evitar os problemas verificados o ano passado, quando a falta de neve levou à anulação de oito das 21 classificativas previstas, a organização “empurrou” este ano a prova mais para norte. A cidade de Torsby passa a ser o centro nevrálgico do rali, apesar de a partida continuar a ser dada, como é tradicional, em Karlstad, onde estaão agendadas duas superespeciais, uma na abertura, já esta quinta-feira, antes da caravana rumar a Torsby, e a outra a fechar o dia de sábado.

A etapa de sexta-feira decorre nas estradas da Noruega, palco de uma dupla passagem por três troços, para o dia encerrar com a primeira classificativa nas estradas suecas, ao redor de Torsby, que no domingo funcionará como “power stage”.

No sábado dupla passagem por três classificativas, com destaque para o regresso do troço de Knon, ausente do traçado há 14 anos, e para o Colin’s Crest, o mítico salto da prova de classificação de Vargasen, cujo recorde está nos 45 metros voados, em 2016, pelo norueguês Eyvind Brynildsen. De resto, o autor do salto mais longo receberá um troféu especial para assinalar o facto.

Finalmente, no domingo, o rali termina com dois troços: o primeiro será feita a dobrar e o segundo f8uncionará como “power stage”.