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Rali Serras de Fafe: 2 em 1 no arranque de nova época

Os dois dias da prova inaugural do Nacional de Ralis de 2017 podem ser um excelente treino para o Rali de Portugal, que no seu último dia utilizará os troços ao redor de Fafe

Pedro Roriz

A Citroen mantém a dupla José Pedro Fontes / Inês Ponte para defender o título conquistado em 2016

Jorge Cunha

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Pela quinta vez, o Rali Serras de Fafe, organizado pelo Demoporto, abre mais uma edição do Campeonato Nacional de Ralis, reunindo 36 equipas, das quais 15 em carros da categoria RC2, a mais competitiva

Tal como no ano passado o arranque parece prometedor, mas será melhor esperar para ver quantos, dos que estão presentes no começo da temporada, a vão terminar. É que convém recordar que em 2016 o Nacional começou com os mesmos 15 RC2, mas só oito alinharam na derradeira prova.

Em termos regulamentares, assinale-se o regresso ao calendário do Vodafone Rali de Portugal, depois de dois anos de ausência, como consequência da proximidade de datas com o Azores Airlines Rally, pontuável para o Europeu, com os pilotos a terem de escolher entre o rali açoriano, o Rali de Portugal e o Rali Vinho Madeira quais as duas em que vão pontuar.

As restantes seis provas (Serras de Fafe, Castelo Branco, Casino de Espinho, Vidreiro/Centro de Portugal, Mortágua e Casinos do Algarve) são de pontuação obrigatória, com cada piloto a aproveitar as sete melhores pontuações das oito que pode alcançar.

Outra novidade prende-se com o facto de ter sido alterado o sistema de pontuação para os troços cronometrados. Em 2016, o mais rápido em cada especial contabilizava 0,5 pontos, com exceção dos ralis insulares ,que por terem mais troços viam a pontuação reduzida para 0,25 pontos por classificativa.

Este ano, as provas especiais de classificação vão atribuir um total de cinco pontos por prova, com esse número a ser dividido pelo número de troços, o que no caso do Rali Serras de Fafe fará com que o vencedor da cada classificativa contabilize 0,41 pontos.

Campeão em título, José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) parte como o “homem a bater” e uma vez mais a maior oposição deverá vir de Pedro Meireles (Skoda Fabia R5), Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) – que depois do ano de estreia estará mais à-vontade nas provas de estrada –, João Barros (Ford Fiesta R5) e Ricardo Moura (Ford Fiesta R5) – que vai ter presenças esporádicas no Campeonato Nacional de Ralis (CNR) para poder comparecer em algumas provas do Campeonato da Europa. Este arranca nas estradas de terra de S. Miguel, onde o piloto açoriano vai querer repetir a vitória alcançada no ano passado.

A prova do Demoporto marca também o começo da Taça Nacional de Ralis de Terra, que reúne 24 equipas. O favoritismo vai para o veterano Fernando Peres (Mitsubishi Lancer IX), que esta época decidiu trocar o CNR e prosseguir a sua carreira nesta Taça Nacional.

A estrada

Centrada em Fafe, a prova arranca este sábado, da Praça das Comunidades (14h30) e a etapa inicial acaba no mesmo local (21h53), depois dos concorrentes cumprirem uma tripla passagem pelas especiais de Montim (8,66 km – 15h07, 16h46 e 18h28) e Confurco (11,18 km – 15h36, 17h15 e 18h57), para o dia terminar com uma dupla passagem pela Fafe Street Stage (1,82 km – 21h30 e 21h45), desenhada nas ruas da cidade e que conta como uma única classificativa, sendo a classificação feita pela soma do tempo das duas passagens.

No domingo, o rali começa (8h30) e acaba (13h10) no mesmo local da véspera, com as equipas a passarem três vezes pelo troço de Luilhas (11,91 km – 9h16, 10h42 e 12h08) e duas pelo de Lameirinha (14,51 km – 10h04 e 11h30).

De notar que os dois dias da prova inaugural do campeonato de 2017 podem ser um excelente treino para o Rali de Portugal, que no seu último dia, 21 de maio, utilizará as especiais ao redor de Fafe.