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Kimi Raikkonen (Ferrari) o mais rápido nos testes da F1 em Barcelona

O finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) confirmou que a marca italiana está no bom caminho e soube adaptar-se à nova regulamentação como o demonstra o facto de ter sido o único a chegar ao segundo “18”, no traçado catalão

Pedro Roriz

Dan Istitene/GETTY

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Tal como na quinta-feira tinha sucedido com o alemão Sebastian Vettel, ficou a sensação de que o finlandês não mostrou todo o potencial do carro de Maranello, mas a Ferrari sai de Barcelona com a moral em alta e com a convicção de que tem argumentos para bater a Mercedes, muito embora tivesse ficado a sensação que a marca de Estugarda passou a maior parte do tempo a “esconder o jogo”.

O segundo tempo do dia ficou na posse do holandês Max Verstappen (Red Bull/TAG Heuer) que voltou a ficar parado algum tempo na “box” por problemas com o turbo, enquanto o espanhol Fernando Alonso (McLaren/Honda) ficou parado na pista, por duas vezes, com problemas técnicas, o que torna evidente que o conjunto McLaren/Honda continua longe da concorrência e corre o risco de ter uma temporada como a anterior.

Outro espanhol, Carlos Sainz (Toro Rosso/Renault) ficou com o terceiro tempo do dia, à frente dos “Mercedes boys”, com o finlandês Valtteri Bottas a suplantar o inglês Lewis Hamilton.

E agora, até Melbourne (Austrália), dia 26 de Março, para ver se as indicações deixadas em Barcelona se confirmam, ou se alguma das equipas conseguiu encontrar uma solução que a coloque mais à frente.

Tempos do quarto dia:

Kimi Raikkonen, 1’18,634”; Max Verstappen (Red Bull/TAG Heuer), 1’19,438”; Carlos Sainz (Toro Rosso/Renault), 1’19,837”; Valtteri Bottas (Mercedes/Mercedes), 1’19,845”; Lewis Hamilton (Mercedes/Mercedes),

1’19,850”; Nico Hiulkenberg (Renault/Renault), 1’19,885”; Sergio Perez (Force India/Mercedes), 1’20,116”; Jolyon Palmer (Renault/Renault), 1’20,205”; Lance Stroll (Williams/Mercedes), 1’20,335”; Fernando Alonso (McLaren/Honda), 1’21,389”; Romain Grosjean (Haas/Ferrari), 1’21,389”; Marcus Ericsson (Sauber/Ferrari), 1’21,670”; Pascal Wehrlein (Sauber/Ferrari), 1’23,527”

Desportos motorizados de luto – Morreu John Surtess

A F1 e o MotoGP estão de luto, como consequência da morte do inglês John Surtess, o único piloto a ser campeão do mundo nas duas (sete vezes) e nas quatro (uma) rodas.

As motos foram a sua primeira paixão, seguindo as pisadas do pai que preferia as de três rodas, já que competiu em “side-cars”, com John Surtess a seguir-lhe o caminho desde muito novo, mas a deixar uma das rodas de lado.

John Surtess começou a competir em 1951 e cinco anos depois (1956) conquistou o primeiro título, na categoria de 500cc, para de 1958 a 1960 coleccionar mais seis, três em 350cc e outros tantos em 500cc, a categoria rainha da época.

Para além dos títulos, John Surtess foi o primeiro piloto a vencer por três vezes seguidas, o Senior TT, a célebre competição de duas rodas que decorre na ilha de Man.

Em 1959 experimentou a condução de um monolugar e, na primeira corrida (F3), ao volante de um Cooper, inscrito por Ken Tyrrell, terminou colado aos escapes do Lotus guiado por Jim Clark.

Face à exibição realizada, Colin Chapman convidou John Surtess a correr em quatro corridas do “Mundial” de F1 de 1960, mas depois da revalidação dos títulos de duas rodas e de ter sido segundo no GP de Inglaterra e de quase ter ganho o GP de Portugal, o piloto deixou as motos e centrou-se na F1.

Com um começo difícil na F1, John Surtess foi convidado pela Ferrari em 1963, ano em que venceu o GP da Alemanha, para conquistar o título no ano seguinte.

Mais tarde, em 1970, fundou a sua equipa, Surtess Racing Organization, que terminaria em 1978, por falta de dinheiro, com o piloto a terminar a sua carreira no GP de Itália de 1972, ao volante de um carro da sua equipa.

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