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Rali Guanajuato México: O "comboio” chegou atrasado

A prova de sexta-feira, já madrugada em Portugal, foi encurtada porque os camiões que traziam os carros da Cidade do México para Léon ficzram parados devido a dois acidentes. O inglês Kris Meeke vai à frente

Pedro Roriz

Nikos Mitsouras

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O inglês Kris Meeke (Citroen C3) comanda o Rali do México, depois de uma primeira etapa encurtada de forma significativa. As duas primeiras especiais (uma com 54,90 km, a mais extensa do rali, e outra com 19,68 km) foram anuladas por chegada tardia do “comboio” de camiões que trazia o carro desde a Cidade do México, palco da prova de classificação de abertura, e Leon, que dista cerca de 400 km da capital, onde a prova está centrada.

A organização decidiu que o rali ia arrancar nas ruas da capital - um sucesso em termos de espectadores - e fazer transportar até Leon os carros em camiões, que ficaram horas parados, em consequência de dois acidentes, separados na distância e no tempo, que bloquearam a auto-estrada que liga as duas cidades e fizeram a caravana chegar muito tarde a Leon.

Por isso não restou outra alternativa à organização que não fosse a de anular a primeira passagem pelas duas especiais e manter o restante percurso.

E foi logo nos 54,90 km de “El Chocolate”, uma das especiais míticas da prova mexicana, que decorre a mais de 2500 metros de altitude, que o inglês Kris Meeke, tirando partido do facto de ser o 12.º na estrada, que encontrou mais “limpa”, “saltou” para o comando e terminou o dia com 20,9” de avanço sobre o francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC), que tem sido o seu mais directo perseguidor.

Por sua vez, o finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris), que chegou ao México no comando do campeonato, teve problemas de motor, diferencial e travões que o fizeram perder tempo e como consequência terminou o dia a mais de dois minutos dos homens da frente, o que poderá significar a perda do primeiro lugar do “Mundial”.

E se na classificativa de abertura, quase todos os pilotos se queixaram do aquecimento do motor, na segunda, Las Minas, foi o desgaste dos pneus a causar a maior preocupação, uma vez que tiveram de usar os mesmos pneus com que tinham percorrido a mais longa especial do rali.

O terceiro lugar é ocupado pelo belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC), à frente do finlandês Juho Hanninen (Toyota Yaris WRC), que tinha sido o mais rápido nas ruas da Cidade do México, mas que agora caiu para quarto lugar. Entre os RC2, o sueco Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) manteve o comando, assegurado na Cidade do México

A etapa de hoje

Este sábado os concorrentes têm pela frente nove especiais, das quais três, duas no Autódromo de Leon e uma nas ruas da cidade, servem apenas de espectáculo, sendo as restantes seis uma dupla passagem por três classificativas, uma delas, Lajas de Oro, com 38,31 km.

Classificação geral, após a 1.ª etapa

1.º, Kris Meeke/Paul Nagle (Citroen C3 WRC), 1.01’33,8”; 2.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Ford Fiesta WRC), a 20,9”; 3.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 Coupé WRC); a 56,7”; 4.º, Juho Hanninen/Kaj Lindstrom (Toyota Yaris WRC); a 1’27,3”; 5.º, Ott Tanak/Raigo Molder (Ford Fiesta WRC), a 1’32,9”; 6.º, Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau (Citroen C3 WRC), a 1’52,8”; 7.º, Hayden Paddon/John Kennard (Hyundai i20 Coupé WRC), a 2’02,1”; 8.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (Toyota Yaris WRC), a 2’30,8”; 9.º, Pontus Tidemand/Jonas Andersson Skoda Fabia R5), a 3’24,3” (1.º RC2); 10.º, Eric Camilli/Benjamin Veillas (Ford Fiesta R5), a 3’59,7”. Estão classificadas mais 14 equipas.