Tribuna Expresso

Perfil

Automobilismo

Azores Airlines Rally: Alexey Lukyanuk segura o comando

No final do dia Alexey Lukyanuk não escondia que tinha apanhado “um susto, mas não faz sentido andar devagar, perante este fantástico público que acompanha a prova”

Pedro Roriz

Partilhar

O russo Alexay Lukyanuk (Ford Fiesta R5) conservou o comando do Azores Airlines Rally, mas não deixou de passar por momentos de preocupação. Mais rápido nas três especiais da manhã, o piloto russo começou a ver a vida a andar para trás, após um furo logo na primeira classificativa (Pico da Pedra – Golf), que o fez perder 16,7” para Ricardo Moura (Ford Fiesta R5) que de repente ficou a 21,6” do comandante.

Nas Feteiras, o russo ganhou 0,3” ao português, mas nas Sete Cidades, um “toque” num muro, que arrancou o vidro traseiro do Ford, fê-lo perder a especial para Bruno Magalhães (Skoda Fabia R5), que ascendeu ao segundo lugar ao tirar partido dos problemas de pneus de Ricardo Moura, que tinha furado nas Feteiras e que nas Sete Cidades não teve pneus tão eficazes quanto desejaria.

No final do dia Alexey Lukyanuk não escondia que tinha apanhado “um susto, mas não faz sentido andar devagar, perante este fantástico público que acompanha a prova”. Para Bruno Magalhães “era impossível correr melhor, mas em condições normais não é crível que consiga, amanhã [sábado], alcançar o Lukaynuk”.

Já para Ricardo Moura o dia “não correu tão bem como desejava, mas tivemos a sorte de ter menos problemas do que alguns dos nossos adversários e veremos o que sucede amanhã”.

Quando faltam 103,36 km, divididos por seis especiais, naquela que será a etapa mais extensa da prova, Alexey Lukyanuk parte com 27’8” de avanço sobre Bruno Magalhães, que tem 6,0” de vantagem sobre Ricardo Moura, o que promete uma luta intensa pela vitória.

Entretanto, ao beneficiar do tempo perdido, nos furos sofridos e nos “toques” não evitados pelo espanhol Jose Antonio Suarez (Peugeot 208 T16 R5) e pelo letão Ralfs Sirmacis (Skoda Fabia R5), Carlos Vieira (Citroen DS3 R5) ascendeu ao oitavo lugar, mas perdeu a companhia de Ruben Rodrigues (Citroen DS3 R5) e de Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5), que foram forçados a parar para mudar de pneus, com o primeiro a cair para 21.º e o segundo para 25.º.

Como consequência, Pedro Meireles (Skoda Fabia R5) passou a fechar o lote dos 10 primeiros, a ser o quarto português, a 25,3” de Carlos Vieira, e não esconder que “amanhã [sábado], vamos procurar chegar ao terceiro lugar entre as equipas nacionais”.

A etapa de sábado

Para terminar, o Azores Airlines Rally vai até ao Nordeste da ilha de S. Miguel, para os concorrentes cumprirem uma dupla passagem pelas especiais Graminhais (21,01 km – 10.08 e 15.58) e Tronqueira (21,96 km – 10.58 e 16.48), que tantas vezes têm provocado “revoluções” na classificação.

A parte da manhã fecha com a Super Especial Grupo Marques (12.34) enquanto parte da tarde abre com a segunda passagem por Vila Franca – São Brás (15.03), antes de a caravana rumar às duas classificativas finais.

Classificação no final da 2.ª etapa:

1.º, Alexey Lukyanuk/Alexey Arnautov (Ford Fiesta R5), 1.14’04,5”;
2.º, Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Skoda Fabia R5), a 27,8”;
3.º, Ricardo Moura/António Costa (Ford Fiesta R5) a 33,8”;
4.º, Nikolay Gryazin/Yaroslav Fedorov (Skoda Fabia R5), a 1’05,6”;
5.º, Marijan Griebel/Stefan Kopczyk (Skoda Fabia R5),a 1’08,4”;
6.º, Josh Moffett/James Fulton (Ford Fiesta R5), a 6’17,5”;
7.º, Jan Cerny/Petr Cernohorsky (Skoda Fabia R5), a 2’47,4”;
8.º, Carlos Vieira/Jorge Eduardo Carvalho (Citroen DS3 R5), a 2’53,8”;
9.º, Lukasz Habaj/Daniel Dymurski (Ford Fiesta R5), a 3’06,6”;
10.º, Pedro Meireles/Mário Castro (Skoda Fabia R5), a 3’19,1”.