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Azores Airlines Rallye: Magalhães e Moura separados por 9,6”

A exemplo do que tantas vezes tem sucedido, a Tronqueira (21,96 km) provocou uma “revolução” na classificação

Pedro Roriz

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Nesse traçado mítico e repleto de histórias do rali açoriano, o russo Alexay Lukyanuk (Ford Fiesta R5), que comandava o rali desde o início do dia de ontem, deu um “toque” numa pedra, partiu o braço da direção, perdeu mais de nove minutos a repará-lo e caiu para 18.º, deixando os portugueses Bruno Magalhães (Skoda Fabia R5) e Ricardo Moura (Ford Fiesta R5) a discutirem a vitória na prova, nas derradeiras três especiais.

O duelo entre os dois foi intenso ao longo da manhã e promete continuar da parte da tarde, uma vez que partem separados por 9,6” para os derradeiros 56,44 km competitivos.

No início da etapa, Bruno Magalhães tinha 6,0” de vantagem sobre o seu adversário, ganhou-lhe 7,3” nos Graminhais, onde segundo o piloto “estava um nevoeiro que não deixava ver mais de cinco metros”, mas perdeu 4,0” na Tronqueira, onde no primeiro parcial estava a perder 0,2” e no segundo a ganhar 0,6”.

O açoriano, apostado em vencer pela segunda vez consecutiva, reconhece que “ainda há muito para percorrer, vou fazer algumas alterações na afinação e tentar resolver os problemas de travões”, enquanto o comandante não esconde que “as condições têm sido incríveis, com chuva e nevoeiro, mas vou defender o comando, uma vez que estamos numa situação que não julgava possível”.

O alemão Marijan Griebel (Skoda Fabia R5) completa o pódio e vai procurar aproveitar os “estragos” que o duelo entre os dois portugueses, possa provocar, enquanto o letão Nikolay Gryazin (Skoda Fabia R5) perdeu essa posição por ter parado na Tronqueira para trocar um pneu furado, o que lhe custou a queda para a sexta posição.

Foi também por causa de um furo, mas nos Graminhais, que Carlos Vieira (Citroen DS3 R5) caiu de oitavo para 14.º, com Pedro Meireles (Skoda Fabia R5) a subir de 10.º para sétimo e a passar a ser o terceiro melhor português, depois de uma manhã em que tudo lhe correu bem e em que contou com um carro mais eficaz. Está a 11,4” do sexto lugar.

Classificação após 13 especiais:

1.º, Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Skoda Fabia R5), 1.52,26,1”; 2.º, Ricardo Moura/António Costa (Ford Fiesta R5) a 9,6”; 3.º, Marijan Griebel/Stefan Kopczyk (Skoda Fabia R5),a 42,1”; 4.º, Jan Cerny/Petr Cernohorsky (Skoda Fabia R5), a 2’52,2”; 5.º, Josh Moffett/James Fulton (Ford Fiesta R5), a 3’02,1”; 6.º, Nikolay Gryazin/Yaroslav Fedorov (Skoda Fabia R5), a 4’24,9”; 7.º, Pedro Meireles/Mário Castro (Skoda Fabia R5), a 4’36,3”; 8.º, Jose Maria Lopez/Borja Hernandez (Peugeot 208 T16 R5), a 4’55,9”; 9.º, Ralfs Sirmacis/Arturs Simins (Skoda Fabia R5), a 5’38,2”; 10.º, Lukasz Habaj/Daniel Dymurski (Ford Fiesta R5), a 6’,07,7”.