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 Azores Airlines Rallye: regresso vitorioso de Bruno Magalhães 

Apesar de uma ausência superior a seis meses e de estar a guiar o carro pela primeira vez, Bruno Magalhães (Skoda Fabia R5) venceu o Azores Airlines Rallye e é o primeiro comandante do Campeonato da Europa

Pedro Roriz

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À entrada para a última parte da prova, Bruno Magalhães tinha 9,6” de avanço sobre Ricardo Moura (Ford Fiesta R5) e esperava-se um duelo intenso nas três especiais que faltavam para conclusão do rali.

Só que logo na primeira (Vila Franca – São Braz), o motor do Ford cedeu, o campeão açoriano foi forçado a renunciar e Bruno Magalhães, mais rápido nas três derradeiras classificativas, garantiu o terceiro triunfo em S. Miguel, o 21.º da sua carreira, o que lhe permite igualar o número de vitórias de Adruzilo Lopes, tendo à sua frente apenas Joaquim Santos (38) e Fernando Peres (30).

No final da prova, com uma certa ironia, Bruno Magalhães comentava que “ficou provado” que se adapta “bem” a qualquer carro, já que foi “a primeira vez” que o guiou e esteve “um ano e meio sem fazer provas em terra”. “Fizemos uma prova muito táctica e estávamos na disposição de atacar na segunda 'rond', porque tínhamos poupado os pneus, só que agora ganhei uma prova do 'Nacional', estou à frente do 'Europeu', mas vou para casa tentar arranjar patrocínios”, disse o português.

Como consequência do abandono de Ricardo Moura, o alemão Marijan Griebel (Skoda Fabia R5) e o irlandês Josh Moffett (Ford Fiesta R5) completaram o pódio, com Pedro Meireles (Skoda Fabia R5), que foi sexto, a considerar, numa linguagem futebolística, que “o resultado foi melhor que a exibição, basicamente, por termos escolhido mal as afinações dos diferenciais”. Meireles foi o segundo melhor português, à frente de João Barros (Ford Fiesta R5), oitavo, que ascendeu ao comando do campeonato, tendo Carlos Vieira (Citroen DS3 R5) e Luís Miguel Rego (Ford Fiesta R5) completado o lote dos dez primeiros.

Em resumo, vitória incontestável de Bruno Magalhães, sendo de lamentar o abandono de Ricardo Moura, facto que roubou emoção à fase final da prova. O piloto local recebeu o Prémio Horácio Franco, criado para homenagear a memória de um ídolo do desporto automóvel local e destinado, segundo o júri, ao piloto dos Açores que mais distinguiu ao longo da prova (o prémio é atribuído todos os anos).

Classificação final:

1.º, Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Skoda Fabia R5), 2.37,04,3”; 2.º, Marijan Griebel/Stefan Kopczyk (Skoda Fabia R5),a 1’34,4”; 3.º, Josh Moffett/James Fulton (Ford Fiesta R5), a 4’50,9”; 4.º, Jose Maria Lopez/Borja Hernandez (Peugeot 208 T16 R5), a 6’05,9”; 5.º, Nikolay Gryazin/Yaroslav Fedorov (Skoda Fabia R5), a 6,10,9”; 6.º, Pedro Meireles/Mário Castro (Skoda Fabia R5), a 7’29,7”; 8.º, Ralfs Sirmacis/Arturs Simins (Skoda Fabia R5), a 7’33,8”; 8.º, João Barros/Jorge Henriques (Ford Fiesta R5), a 9’06,0”; 9.º, Carlos Vieira/Jorge Eduardo Carvalho (Citroen DS3 R5), a 9’18,7”; 10.º, Luís Miguel Rego/Nuno Rodrigues da Silva (Ford Fiesta R5), a 10’17,5”

Classificação, oficiosa, do Campeonato Nacional de Ralis, depois do Azores Airlines Rallye:

1.º, João Barros, 51,55 pontos; 2.º, José Pedro Fontes, 47,61; 3.º, Pedro Meireles, 47,05; 4.º, Carlos Vieira, 36,20; 5.º, Miguel Barbosa, 34,31; 6.º, Bruno Magalhães, 27,48; 7.º, Ricardo Teodósio, 24; 8.º, Paulo Meireles, Pedro Antunes, 14; 10.º, Hugo Mesquita, Carlos Martins, Joaquim Alves, 10. Estão classificados mais 19 pilotos.

Próxima prova – Rali Casino de Espinho, a 21 e 22 de Abril, organizado pelo Targa Clube.