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Fórmula 1: Intenso duelo Mercedes/Ferrari no Grande Prémio da China

O inglês Lewis Hamilton (Mercedes) e o alemão Sebastian Vettel (Ferrari) voltam a dividir a primeira linha, à frente dos finlandeses Valtteri Bottas (Mercedes) e Kimi Raikkonen (Ferrari)

Pedro Roriz

Lewis Hamilton

ALBERT GEA/ Reuters

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Quinze dias depois do arranque do “Mundial” no Albert Park as duas primeiras linhas de grelha repetem-se após mais um intenso duelo entre Mercedes e Ferrari.

O inglês Lewis Hamilton (Mercedes) e o alemão Sebastian Vettel (Ferrari) voltam a dividir a primeira linha, à frente dos finlandeses Valtteri Bottas (Mercedes) e Kimi Raikkonen (Ferrari), com Valtteri Bottas a perder o lugar do lado do seu colega de equipa pela diferença mínima (0,001”!), o que diz bem do intenso duelo travado pelos quatro pilotos.

Na primeira tentativa, o inglês foi o primeiro a único a entrar no segundo “31”, para na segunda melhorar o seu tempo, em 0,223”, colocando-se a coberto do ataque do alemão, batido por 0,186”, que tal como Valtteri Bottas, conseguiu chegar ao segundo “31”.

E para se ter uma ideia da superioridade dos “flecha de prata” e dos “cavallino rampante” basta assinalar que o quinto, o australiano Daniel Riccardo (Red Bull/TAG Heuer) ficou a mais de um segundo de Kimi Raikkonen.

De assinalar que os resultados foram alcançados com uma única sessão de treinos livres, porque as duas de ontem, que deviam ter decorrido com o asfalto molhado, como deve suceder amanhã na corrida, foram canceladas, em consequência do denso nevoeiro que se abateu sobre o traçado de Xangai e que tornou impossível os voos do helicóptero de assistência.

Hoje, depois de uma sessão de treinos livres, Mercedes e Ferrari confirmaram a superioridade mostrada na Austrália e as surpresas vieram do canadiano Lance Strool (Williams/Mercedes) que, na segunda qualificação, assegurou um lugar na Q3 e do facto do francês Romain Grosjean (Haas/Ferrari), por causa de um furo, e do holandês Max Verstappen (Red Bull/TAG Heuer), com problemas de motor, não terem passado da Q1 e terem de partir do fundo da grelha de partida.

Amanhã, se a chuva se confirmar, é de seguir com atenção a corrida do holandês especialista em condução em pisos molhados.

Grelha de partida oficiosa:

1.ª linha – Lewis Hamilton (Mercedes W08/Mercedes), 1’31,678”; Sebastian Vettel (Ferrari SF70-H/Ferrari), 1’31,864”; 2.ª linha – Valtteri Bottas (Mercedes W08/Mercedes), 1’31,865”; Kimi Raikkonen (Ferrari SF70-H/Ferrari), 1’32,140”; 3.ª linha – Daniel Ricciardo (Red Bull RB13/TAG Heuer), 1’33.033”; Felipe Massa (Williams FW40/Mercedes), 1’33,507”; 4.ª linha – Nico Hulkenberg (Renault RS17/Renault), 1’33,580”; Sergio Perez (Force India VJM10/Mercedes), 1’33,706”; 5.ª linha – Daniil Kvyat (Toro Rosso STR12/Renault), 1.33,719”; Lance Stroll (Williams FW40/Mercedes), 1’34,220”; 6.ª linha – Carlos Sainz (Toro Rosso STR12/Renault), 1’34,150”; Kevin Magnussen (Hass VF-17/Ferrari), 1’34,164”; 7.ª linha – Fernando Alonso (McLaren MCL32/Honda), 1’34,372”; Marcus Ericsson (Sauber C36/Ferrari), 1’35,046”; 8.ª linha – Antonio Giovinazzi (Sauber C36/Ferrari), sem tempo; Stoffel Vandoorne (McLaren MCL32/Honda), 1’35,023”; 9.ª linha – Romain Grosjean (Haas VF-17/Ferrari), 1’35,223”; Jolyon Palmer (Renault RS17/Renault), 1’35,279”; 10.ª linha – Max Verstappen (Red Bull RB13/TAG Heuer), 1.35,433”; Esteban Ocon (Force India VJM10/Mercedes), 1’35.496”

Novidades no calendário de 2018

Embora o campeonato esteja a começar, a China é a segunda prova da temporada, sabe-se, já, que, para o ano, haverá novidades em termos de calendário com o número de provas subir de 20 para 21, em consequência dos regressos dos GP da França e da Alemanha e da saída do GP da Malásia.

Integrado no calendário desde 1 999, o circuito de Sepang, situado nos arredores de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, receberá a 1 de Outubro o derradeiro GP malaio.

Na origem da decisão o facto dos custos serem muito superiores aos dos ganhos e por isso o governo malaio decidiu denunciar o acordo que tinha com a F1, um ano antes do que estava contratualizado, o que significa que para o ano não haverá viagem a Kuala Lumpur.

O traçado malaio, apesar de perder a F1, irá continuar a ser palco de corridas do Campeonato do Mundo de Motociclismo, como consequência do facto do traçado de Sepang encher com as duas rodas ao contrário do que sucede com a F1.