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Rali de Córsega: Thierry Neuville na frente

O belga está perto de vencer pela terceira vez, mas é seguido de perto pelo francês Sébastien Ogier neste WRC – Che Guevara Energy Drink

Pedro Roriz

EPA

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Mais rápido em três das quatro especiais do dia, o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC) volta a estar em posição de vencer. É a terceira vez que isto sucede e resta saber se “à terceira é de vez” ou se volta a acusar a “pressão” e comete um erro, como sucedeu em Monte Carlo e na Suécia, fazendo com que a vitória vá parar às mãos de um dos seus adversários.

O belga é perseguido pelo francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC), o mais rápido na terceira classificativa do dia, que manteve o segundo lugar, mas viu a desvantagem para o comandante subir para 38,9”, diferença pouco significativa, quando há, ainda, mais de 60 km selectivos.

Thierry Neuville confessou que «forcei o andamento e é muito bom estar na frente ao final do dia de hoje, mas amanhã vamos ter um dia complicado, porque a primeira especial é muito longa».

Já Sébastien Ogier lamentou-se de «falta de pressão hidráulica no final da terceira classificativa e fiquei sem poder trocar de caixa, o que fez com que a condução ficasse estranha».

Por sua vez, o inglês Kris Meeke (Citroen C3 WRC), que tinha dominado o dia de ontem, manteve o comando após a primeira passagem pelas duas especiais do dia, mas no final da segunda, o motor deixou de colaborar e o inglês foi forçado a renunciar e deixou o irlandês Craig Breen (Citroen C3 WRC) como o melhor dos homens da marca francesa, que viram o francês Stéphane Lefebvre “bater” num muro e ficar pelo caminho.

O dia também não foi bom para a Ford, que ontem viu o estónio Ott Tanak desistir, para, hoje, ser a vez do inglês Elfyn Evans abandonar, ainda que o estónio tenha regressado à estrada.

O norueguês Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia R5), que este ano não tem um programa completo, manteve o comando entre os RC2 e tem mais de um minuto de vantagem sobre o finlandês Teemu Suninen (Skoda Fabia R5).

A etapa de amanhã

O rali encerra com duas especiais, uma delas a “Power Stage” (10,42 km), mas a outra tem 53,78 km, e é a mais extensa da prova, o que provocar “revoluções na classificação.

Classificação no final da 2.ª etapa

1.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 WRC), 2.44’10,2”; 2.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Ford Fiesta WRC), a 38,9”; 3.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 57,7”; 4.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (Toyota Yaris WRC), a 1’09,4”; 5.º, Craig Breen/Scott Martin (Citroen C3 WRC), a 1’12,2”; 6.º, Hayden Paddon/John Kennard (Hyundai i20 WRC), a 1’43,8”; 7.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (Skoda Fabia R5), a 6’21,7” (1.º RC2); 8.º, Teemu Suninen/Mikko Markkula (Skoda Fabia R5), a 7’29,6 ”; 9.º, Stéphane Sarrazin/Jacques-Julien Renucci (Skoda Fabia R5), a 7’46,8” ; 10.º, Yohan Rossel/Benoit Fulcrand (Citroen DS3 R5), a 9’56,5”.