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Thierry Neuville vence na Argentina

O belga Thierry Neuville, (Hyundai) venceu o Rali da Argentina, por 0,7”, e é o primeiro piloto a alcançar a segunda vitória, neste caso consecutiva, do ano.

Pedro Roriz

STR/EPA

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Final “dramático” no país das pampas, com Thierry Neuviile a partir para as três últimas especiais com um atraso de 11,5”, em relação ao galês Elfyn Evans (Ford Fiesta WRC), que transformou numa vantagem de 0,7”.

O derradeiro dia da competição começou com a primeira passagem pela especial de El Condor – Copina (16,32 km) que, horas mais tarde e como “Power Stage”, viria a decidir o rali.

Elfyn Evans teve um início complicado com problemas de travões, mas conseguiu reduzir os “estragos” a 2,5”, em relação a Thierry Neuville e viu a vantagem reduzir para 9,0”, com o estónio Ott Tanak (Ford Fiesta WRC), a fazer o melhor tempo na classificativa e a ganhar 3,8” a Evans e 1,3” a Neuville, o que o deixou, ainda, a 14” do belga.

Na passagem por Mina Clavero, Giulio Cesare assistiu a um “ataque” de Thierry Neuville, que bateu Elfyn Evans por 8,4”, o que deixou o galês, que se queixou de sobreaquecimento do motor, com uma vantagem de 0,6” para a “Power Stage”, enquanto Ott Tanak perdeu mais de 13” para o belga e garantiu assim o derradeiro lugar do pódio.

A “Power Stage” era o momento do “tudo ou nada”, com o belga a sofrer a bom sofrer, após a concluir, enquanto esperava pela chegada do seu adversário.

Elfyn Evans deu um “toque” numa ponte, perdeu tempo, lançou-se na recuperação, mas acabaria por ser mais lento 1,3” e com isso permitir a vitória do belga, que averbou o quarto triunfo mundial e não escondeu que «dei tudo e teria ficado contente mesmo que tivesse perdido, porque não podia fazer mais», depois de ter sido o primeiro a abraçar Elfyn Evans que, por sua vez, admitia que «custa perder por uma diferença tão pequena e é difícil de encaixar esta derrota, mas saímos daqui mais fortes»

Esta passa a ser a terceira diferença mais curta entre os dois primeiros sucedendo aos 0,2” que separaram Sébastien Ogier de Jari-Matti Latvala, na Jordânia, em 2011, e aos 0,3” que separaram Marcus Gronholm de Sébastien Loeb, na Nova Zelândia, em 2007.

De assinalar, o facto, inédito, do francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC) ter ficado atrás dos seus dois colegas de equipa da M-Sport, Elfyn Evans e Ott Tanak, e a superioridade patenteada pelo alemão Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5), que fechou o “top ten”, entre os RC2.

Classificação final – 1.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 WRC Coupé), 3.38,10,6”; 2.º, Elfyn Evans/Daniel Barritt (Ford Fiesta WRC), a 0,7”; 3.º, Ott Tanak/Raigo Molder (Ford Fiesta WRC), a 29,9”; 4.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Ford Fiesta WRC), a 1’24,7”; 5.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (Toyota Yaris WRC), a 1’481,”; 6.º, Hayden Paddon/John Kennard (Hyundai i20 WRC), a 7’42,7”; 7.º, Juho Hanninen/Kaj Lindstrom (Toyota Yaris WRC), a 11’16,9”; 8.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 14’44,1”; 9.º, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta WRC), a 15’11,3”; 10.º, Pontus Tidemand/Jonas Andersson (Skoda Fabia R5), a 17’32,1”. Classificaram-se mais oito equipas

Classificação dos “Mundiais”, depois da prova argentina:

PILOTOS – 1.º, Sébastien Ogier, 102 pontos; 2.º, Jari-Matti Latvala, 86; 3.º, Thierry Neuville, 84; 4.º, Ott Tanak, 66; 5.º, Dani Sordo, 51; 6.º, Elfyn Evans, 42; 7.º, Craig Breen, Hayden Paddon, 33; 9.º, Kris Meeke, 27; 10.º, Juho Hanninen, 15; 11.º, Andreas Mikkelsen, 12; 12.º, Stéphane Lefebvre, 10; 13.º, Teemu Suninen, 5; 14.º, Jan Kopecky, Pontus Tidemand, 4; 16.º, Stéphane Sarrazin, Mads Ostberg, 2 ; 18.º, Bryan Bouffier, Yohan Rossel, 1

MARCAS – 1.º, M-Sport World Rally Team, 162 pontos; 2.º, Rally Team, Hyundai Motorsport, 140; 3.º, Toyota Gazoo Racing World, 99; 4.º, Citroen Total Abu Dhabi World Rally Team, 77

Próxima prova – Vodafone Rali de Portugal, de 18 a 21 de Maio