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Rali de Portugal: candidatos à vitória não faltam

Na era pós-Volkswagen, a 51.ª edição do Rali de Portugal reúne as condições para ser uma das mais competitivas dos últimos anos, mesmo que em 2016 a hegemonia da marca alemã já tenha sido quebrada por Kris Meeke

Pedro Roriz

Kris Meeke dominou o rali de Espanha

Reporter Images / EPA

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O WRC (Campeonato do Mundo de Ralis) chega a Portugal depois de cinco provas marcadas pelo equilíbrio e que tiveram quatro vencedores, pelo que tudo está em aberto na prova que começa ao fim da tarde desta quinta-feira, cim uma superespecial em Lousada.

Vencedor das duas últimas provas (França – Córsega e Argentina), depois de, por erro, ter perdido o triunfo que parecia certo em Monte Carlo e na Suécia, o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC) chega ao Rali de Portugal moralizado e disposto a continuar a contestação à superioridade exibida pelo francês Sébastien Ogier (agora num Ford Fiesta WRC) nos anos anteriores, ao volante da um Volkswagen.

Vencedor em Monte Carlo, o campeão do mundo comanda o campeonato graças à regularidade que tem caracterizado as suas actuações e que se traduzem num terceiro lugar na Suécia, dois segundos no México e em França, e um quarto na Argentina. Sem vencer em Portugal desde 2014, Ogier tem nova oportunidade de somar a sua quinta vitória no nosso país.

O inglês Kris Meeke (Citroen C3 WRC) e o finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris WRC) são os outros dois pilotos que já venceram este ano, sendo de assinalar que a marca japonesa vai, pela primeira vez, inscrever um terceiro carro para o finlandês Esapekka Lappi, que se junta aos seus compatriotas Jari-Matti Latvala e Juho Hanninen, na equipa dirigida pelo antigo tetracampeão do mundo Tommi Makinen.

À partida, Neuville, Ogier, Meeke e Latvala serão os “pontas de lança” das respectivas marcas, restando saber se o estónio Ott Tanak (Ford Fiesta WRC), o neo-zelandês Hayden Paddon (Hyundai i20 Coupé WRC) e o irlandês Craig Breen (Citroen DS3 WRC) conseguem entrar na discussão pela vitória.

Entre os RC2, deverá assistir-se a um duelo entre o sueco Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5), vencedor da categoria na Suécia, México e Argentina, e o norueguês Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia R5), que ganhou em Monte Carlo e na Córsega, com o francês Eric Camilli (Ford Fiesta R5) apostado em subir, pela primeira vez, ao lugar mais alto do pódio.

Motivos de interesse não faltam, pois, para acompanhar a 51.ª edição do Vodafone Rali de Portugal, na estrada a partir desta quinta-feira.

O regresso ao “Nacional”

O rali deste ano marca ainda o seu regresso ao calendário do Campeonato Nacional da esoecialidade, depois de dois anos de ausência. A proximidade de datas entre o Rali de Portugal e o SATA Rali Açores, pontuável para o Campeonato da Europa, motivou essa não inclusão no calendário nacional. Este ano, porém, a Federação Internacional de Automobilismo conseguiu afastar as datas dos dois ralis, colocando a prova açoriana no final de março, decisão que permitiu ir ao encontro do desejo das equipas portuguesas, que sempre desejaram poder estar presentes nas duas provas.

Porém, a classificação para o Nacional será a registada no final da primeira passagem por Amarante (12.ª prova especial de classificação, num total de 19). A partir daí, as equipas portuguesas podem optar pelo abandono ou a continuidade em prova, o que deixa em aberto, no caso da segunda opção, a que alcancem o resultado com o carro “faralhado” sem que isso seja detetado, já que dispõem de parques de assistência posteriores para o fazerem regressar à legalidade.

A elevada extensão da prova, quando comparada com as restantes provas nacionais, levou a esta opção de um rali mais curto para quem quiser, obviamente mais económica, mas resta saber quantas equipas irão renunciar em Amarante.

Com quatro vencedores noutras tantas provas do Nacional (Pedro Meireles – Fafe, José Pedro Fontes – Castelo Branco, Bruno Magalhães – Açores e Carlos Vieira – Espinho), é com grande expectativa que se aguarda o duelo pela vitória na competição interna, onde o regressado Miguel Campos (Skoda Fabia R5) irá entrar, tendo como opositores Pedro Meireles (Skoda Fabia R5) e José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5), que defende o comando do campeonato, uma vez que Bruno Magalhães, apostado em defender o primeiro lugar no Europeu, e Carlos Vieira vão estar ausentes.

Ausente estará, também, João Barros, segundo no campeonato, que excluiu o Rali de Portugal do lote de provas em que pode pontuar

Horários

Entre esta quinta-feira e domingo, a 51.ª edição do Rali de Portugal vai estar na estrada, com as equipas a terem de enfrentar 19 troços cronometrados – que na realidade são 11, porque há oito classificativas que serão feitas por duas vezes, de acordo com o seguinte horário:

Quinta-feira

1ª ETAPA
18h10 – Partida (Guimarães)
19h03 – 1.º troço – Lousada (3,36 km)
20h – Chegada (Exponor)

Sexta-feira

2.ª ETAPA
8h40 – Partida (Exponor)
10h09 – 2.º troço – Viana do Castelo 1 (26,70 km)
11h06 – 3.º troço – Caminha 1 (18,10 km)
11h46 – 4.º troço – Ponte de Lima 1 (27,46 km)
14h25 – Parque de Assistência (Exponor, entrada)
14h59 – Parque de Assistência (Exponor, saída)
16h09 – 5.º troço – Viana do Castelo 2 (26,70 km)
17h06 – 6.º troço – Caminha 2 (18,10 km)
17h46 – 7.º troço – Ponte de Lima 2 (27,46 km)
19h03 – 8.º troço – Braga Street Stage 1 (1,90 km)
19h28 – 9.º troço – Braga Street Stage 2 (1,90 km)
20h40 – Chegada (Exponor)

Sábado

3.ª ETAPA
7h15 – Partida (Exponor)
9h08 – 10.º troço – Vieira do Minho 1 (17,43 km)
9h43 – 11º troço – Cabeceiras de Basto 1 (22,30 km)
11h04 – 12.º troço – Amarante 1 (37,55 km)
13h – Parque de Assistência – Exponor (Entrada)
13h34 – Parque de Assistência – Exponor (Saída)
15h08 – 13.º troço – Vieira do Minho 2 (17,43 km)
15h43 – 14.º troço – Cabeceiras de Basto 2 (22,30 km)
17h04 – 15.º troço – Amarante 2 (37,55 km)
18h55 – Chegada (Exponor)

Domingo

4.ª ETAPA
7h35 – Partida (Exponor)
9h08 – 16.º troço – Fafe 1 (11,18 km)
9h30 – 17.º troço – Luilhas (11,91 km)
10h20 – 18.º troço – Montim (8,66 km)
12h18 – 19.º troço – Fafe 2 (11,18 km)
14h20 – Chegada (Exponor)