Tribuna Expresso

Perfil

Automobilismo

WRC - Vodafone Rally de Portugal. Comando dividido

Ambiente fantástico no arranque da 51.ª edição do Rali de Portugal, com milhares de espectadores a acorrerem a Guimarães e a Lousada, para presenciarem os primeiros quilómetros da prova

Pedro Roriz

Partilhar

Ambiente fantástico no arranque da 51.ª edição do Rali de Portugal, com milhares de espectadores a acorrerem a Guimarães e a Lousada, para presenciarem os primeiros quilómetros da prova.

E se na cidade berço foi o arranque formal da competição, na pista da Costilha, onde estiverem 35 000 espectadores, foi o início da luta contra o cronómetro, com o norueguês Mads Ostberg (Ford Fiesta WRC) e o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC) a fazerem o mesmo tempo (2’36,6”) e a baterem pela diferença mínima (0,1”) o neo-zelandês Hayden Paddon (Hyundia i20 Coupé WRC), nos 3,36 km da Super Especial de abertura.

O belga não escondeu que «foi um ambiente fantástico para começo da prova e só espero que se mantenha», enquanto o norueguês confessou que «o público estava louco e eu também o fui».

Sexto no arranque, como consequência de ter perdido 0,7” para os mais rápidos, Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC) admitiu que «é natural que, amanhã, perca mais algum tempo, por abrir a estrada, mas vamos ver se conseguimos neutralizar esse facto»

Sem surpresa, o norueguês Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia R5) foi o mais rápido entre os RC2, ao bater por 1,6” o finlandês Teemu Suninen (Ford Fiesta R5), para já, o seu mais directo opositor.

Entre os portugueses, melhor tempo para o regressado Miguel Campos (Skoda Fabia R5), que bateu por 0,5”, a dupla Pedro Meireles (Skoda Fabia R5) e Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) a quem coube a honra de abrir as hostilidades, com o campeão nacional, José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) a perder 3,4” para o mais rápido dos pilotos da casa.

Mau começo para o polaco Hubert Ptaszek (Skoda Fabia R5), que bateu com o lado esquerdo do carro na divisória da pista, logo na primeira curva, o que provocou um furo no pneu dianteiro desse lado e danos na suspensão traseira, com a dupla a trocar de pneu e a ter de “arrastar-se” até à Exponor, para tentar reparar os estragos.

Mas este foi apenas o “aperitivo” para o que está para vir que, pelo visto no “shake down” e na primeira especial, promete muita emoção ao longo dos próximos três dias.

Classificação geral, após a Super Especial

1.º, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta WRC) e Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 Coupé WRC), 2’36,6”
3.º, Hayden Paddon/Sebastian Marshall (Hyundai i20 Coupé WRC), 2’36,7”
4.º, Elfyn Evans/Daniel Barritt (Ford Fiesta WRC), 2’37,0”
5.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 Coupé WRC), 2’37,1”;
6.º, Sebastien Ogier/Julien Ingrassia (Ford Fiesta WRC), 2’37,3”
7.º, Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau (Citroen C3 WRC) e Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (Toyota Yaris WRC), 2’38,1”
9.º, Juho Hanninen/Kaj Lindstrom (Toyota Yaris WRC), 2’38,4”
10.º, Kris Meeke/Paul Nagle (Citroen C3 WRC), 2’38,6”; …
14.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (Skoda Fabia R5), 2’40,4”; …
22.º, Miguel Campos/António Costa (Skoda Fabia R5), 2’45,8” (1.º português)

A etapa de amanhã

No segundo dia da prova, as 64 equipas em prova vão ter que percorrer quatro especiais, todas feitas por duas vezes, num total de 148,36 km competitivos, numa etapa que tem uma extensão total de 581 km.

Viana do Castelo (26,70 km – 10.09 e 16.09), Caminha (18,10 km – 11.06 e 17.06), Ponte de Lima (27,46 km – 11.46 e 17.46) e Braga Street Stage (1,90 km – 19.03 e 19.28) são as provas de classificação a percorrer, com Viana do Castelo a surgir com uma nova versão, enquanto Caminha e Ponte de Lima serão percorridas em sentido contrário ao que tem sido habitual e a especial desenhada nas ruas da cidade dos arcebispos é a novidade do dia.