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Sébastien Ogier a caminho da vitória no Vodafone Rally de Portugal

Mais rápido em três das seis especiais do dia, o francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC) vai partir, para os derradeiros 42,93 km com 16,8” de avanço sobre o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC)

Pedro Roriz

MIGUEL RIOPA/AFP/Getty Images

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Para a ascensão do campeão do mundo ao comando da prova, muito contribuíram não só o facto de, hoje, ser o 13.º na estrada, mas também o “toque” dado pelo estónio Ott Tanak (Ford Fiesta WRC), que estava a ser o seu mais directo opositor, na primeira passagem por Amarante, numa altura em que comandava a prova.

Contudo, o belga, embalado pelos triunfos na Córsega e na Argentina, tudo fará para anular a desvantagem acumulada, o que deixa antever um final “quente”.

Para o francês, "o Thierry está a andar muito bem, tive de ter cuidado com os pneus na última especial, mas estamos onde queremos estar e temos de terminar o trabalho amanhã". Já o belga está expectativa: "vamos ver o que acontece amanhã, mas penso que ele gere os pneus melhor do que eu e isso pode ser determinante".

Sem ritmo para acompanhar os dois homens da frente, o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20 Coupé WRC) parece ter o derradeiro lugar do pódio assegurado, pois dispõe de 38,3” de avanço sobre Ott Tanak, que viu, uma vez mais, escapar a oportunidade de averbar a primeira vitória “mundial”.

A segunda parte do dia de hoje, foi funesta para o neo-zelandês Hayden Paddon (Hyundai i20 Coupé WRC) forçado a abandonar na segunda passagem por Amarante, quando o motor entrou em modo de segurança e o piloto não conseguiu repô-lo em funcionamento normal, e para o finlandês Esapekka Lappi (Toyota Yaris), que “bateu” na mesma especial e conseguiu “arrastar-se” até ao final, tendo o desportivismo de facilitar a passagem daqueles que o seguiam.

O norueguês Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia R5) continua, imperturbável, no comando dos RC2, com mais de três minutos de avanço sobre o sueco Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) e fecha o lote dos 10 primeiros, enquanto Miguel Campos (Skoda Fabia R5) permanece como o melhor dos portugueses, sendo 19.º da geral e sexto da categoria (RC2).

Classificação geral, no final da 3.ª etapa

1.º, Sebastien Ogier/Julien Ingrassia (Ford Fiesta WRC), 3.15’24,6”; 2.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 Coupé WRC), a 16,8”; 3.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 Coupé WRC), a 51,3”; 4.º, Ott Tanak/Martin Jarveoja (Ford Fiesta WRC), a 1’29,6”; 5.º, Craig Breen/Scott Martin (Citroen C3 WRC), a 1’32,4”; 6.º, Elfyn Evans/Daniel Barritt (Ford Fiesta WRC), a 3’01,8”; 7.º, Juho Hanninen/Kaj Lindstrom (Toyota Yaris WRC), a 3’29,8”; 8.º, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta WRC) a 5’16,6”; 9.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (Toyota Yaris WRC, a 5’32,7”; 10.º, Andreas Mikkelsen/Andrea Jaeger (Skoda Fabia R5), a 7’06,6” (1.º RC2); …; 20.º, Miguel Campos/António Costa (Skoda Fabia R5), 9’43,9” (1.ª equipa portuguesa)

Fim de festa em Fafe

Ao contrário do que sucedeu o ano passado, desta vez, o derradeiro dia da competição decorre na zona de Fafe, onde as especiais de Luilhas (11,91 km – 09,30) e Montim (8,66 km – 10.20), esta em sentido inverso ao utilizado no Rali Serras de Fafe, que contou para o Campeonato Nacional, se juntam a Lameirinha (11,18 km – 09.08 e 12.18) que, na segunda passagem e para fim de festa, funciona como “Power Stage”, que dará pontos aos cinco mais rápidos.