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Nordschleife foi um verdadeiro inferno para Tiago Monteiro

O mítico traçado alemão do Nordschleife voltou a deixar más recordações ao português Tiago Monteiro (Honda Civic) que, pela primeira vez, este ano, não pontuou e perdeu o comando do WTCC. Fica agora a dois pontos do holandês Nicky Catsburg

Pedro Roriz

Tiago Monteiro tem 40 anos e compete no WTCC

FADEL SENNA/GETTY

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Tal como no ano passado, uma saída de pista - a de 2016 bem mais violenta - provocada pela ineficácia dos pneus Yokohama, acabou por comprometer o fim-de-semana do piloto português. O despiste aconteceu na derradeira volta da primeira corrida, com Tiago Monteiro a conseguir levar o carro para as “boxes”. Mas a reparação dos estragos ultrapassou o tempo permitido e foi obrigado a partir para a segunda corrida da via das “boxes”, o que não lhe permitiu alinhar na quarta posição da grelha.

O sueco Thed Bjork (Volvo V60) e o holandês Nicky Catsburg (Volvo V60), venceram as duas corridas realizadas no traçado alemão, com o sueco a levar a melhor sobre o marroquino Mehdi Bennani (Citroen C-Elysée) e sobre o inglês Robert Huff (Citroen C-Elysée), que completaram o pódio na primeira corrida. Tom Chilton (Chevrolet Cruze) queixou-se de ter perdido o terceiro lugar, porque o inglês não reduziu o andamento quando as bandeiras amarelas foram exibidas, em consequência do despiste do argentino Nestor Girolami (Volvo S60), provocado pelo desgaste excessivo dos pneus.

Refira-se que os pilotos tinham pedido à Yokohama que fizesse pneus com características adequadas ao asfalto e traçado, muito extenso, do Norschleife, mas não viram as suas pretensões atendidas e no final Tiago Monteiro não deixou de lamentar o facto.

Na segunda corrida, Nicky Catsburg arrancou melhor do que o húngaro Norbert Michelisz (Honda Civic), que estava na “pole”, assumiu o comando para não mais o perder, com o húngaro e Thed Bjork a completarem o pódio. Tiago Monteiro foi o último classificado nas duas corridas.

Classificações

Corrida de abertura – 1.º, Thed Bjork (Volvo V60), 3 voltas (76,134 km), em 26’24,961” (173,1 km/h); 2.º, Mehdi Bennani (Citroen C-Elysée), a 2,538”; 3.º, Robert Huff (Citroen C-Elysée), a 3,096”; 4.º, Tom Chilton (Chevrolet Cruze), a 3’732”; 5.º, Esteban Guerrieri (Chevrolet Cruze), a 8,487”; 6.º, Nicky Catsburg (Volvo S60), a 8,910”; 7.º, Norbert Michelisz (Honda Civic), a 6,496”; 8.º, Tom Coronel (Chevrolet Cruze), a 16,796”; 9.º, Yann Ehrlacher (Lada Vesta), a

19,481”; 10.º, John Filippi (Citroen C-Elysée), a 22,889”; …; 15.º, Tiago Monteiro (Honda Civic), a 5’14,304”

Corrida principal – 1.º, Nicky Catsburg, 3 voltas (76,134 km/h), em 26’20,680” (173,8 km/h); 2.º, Norbert Michelisz, a 3,065; 3.º, Robert Huff, a 3,401”; 4.º, Thed Bjork, a 4,167; 5.º, Tom Chilton, a 5,763”; 6.º, Mehdi Bennani, a 11,239; 7.º, Tom Coronel, a 14,614”; 8.º, Esteban Guerrieri (Chevrolet Cruze), a 14,939”; 9.º, Yann Ehrlacher, a 20,540”; 10.º, John Filippi, a 21,928”; …; 13.º, Tiago Monteiro, a 43,108”

Classificação dos “Mundiais”, depois da prova alemã:

PILOTOS – 1.º, Nicky Catsburg, 127; 2.º, Tiago Monteiro, 125; 3.º, Thed Bjork, 119; 4.º, Tom Chilton, 106; 5.º, Robert Huff, 102; 6.º, Mehdi Bennani, 101; 7.º, Norbert Michelisz, 96; 8.º; Esteban Guerrieri, 76; 9.º, Nestor Girolami, 52; 10.º, Tom Coronel, 31; 11.º, Yann Ehrlacher, 14; 12.º, John Filippi, 9; 13.º; Kevin Gleason, Aurélien Panis, 2; 15.º, Ryo Michigami, Daniel Nagy, 1

MARCAS – 1.º, Volvo, 294 pontos; 2.º Honda, 282