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Rali da Sardenha: Ogier à procura da terceira vitória

Vencedor em Monte Carlo e em Portugal, o campeão do mundo volta a ter abrir a estrada no primeiro dia

Pedro Roriz

Massimo Bettiol / Getty Images

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Embalado pelo triunfo no Rali de Portugal, o francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC) está apostado em ser o primeiro piloto a ganhar três provas do Mundial deste ano.

Vencedor em Monte Carlo e em Portugal, o campeão do mundo apesar de ter de abrir a estrada no primeiro dia (sexta-feira) ficou a saber que, desde que não perca demasiado tempo na fase inicial da prova, a vitória é possível. E se no Mónaco e nas estradas portuguesas o francês utilizou um carro novo, desta feita isso não vai suceder mas nada o impede de pensar no triunfo.

Por aquilo que se tem visto, e devido em particular à inconstância que os pilotos da Citroen têm revelado, o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC), que, tal como Ogier, já venceu duas vezes (Córsega e Argentina), assume o papel de principal opositor desde que seja capaz de controlar os excessos que, por vezes comprometem os seus resultados – como sucedeu em Monte Carlo e na Suécia.

Apesar de ter triunfado na Suécia, o finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris WRC) não parece capaz de entrar na luta pela vitória, ao contrário do que deverá suceder com o estónio Ott Tanak (Ford Fiesta WRC), que perdeu a vitória em Portugal em consequência de um erro.

Grande curiosidade também em redor daquilo que pode fazer Andreas Mikkelsen (Citroen C3 WRC), que regressa à categoria máxima do Mundial ao volante de um carro da marca francesa, depois de ter alinhado em três provas (Monte Carlo, Córsega e Portugal) guiando um Skoda Fabia R5, com o qual ganhou a categoria RC2 nas duas primeiras. O piloto norueguês aposta em alcançar um resultado que lhe permita continuar ligado à marca do “double chevron”.

A estrada

O rali italiano, que começa esta tarde, decidir-se-á em 19 provas de classificação, que totalizam 312,66 km. O arranque acontecerá na Ittiri Arena Show (2 km), uma Superespecial reservada ao espetáculo, mas onde, como tantas vezes já sucedeu, nada se ganha mas tudo pode perder-se.

Sexta-feira, os concorrentes enfrentam uma dupla passagem pelas especiais de Terranova (14,54 km), Monte Olia (19,05 km), Tula (15,00 km) e Tergu – Osilo (14,14 km), ficando para sábado a duplas passagem pelas duas classificativas mais extensas, Monte di Ala (28,52 km) e Monte Lerno (28,11 km), que são antecedidas pela passagem por Coiluna – Loelle (14,95 km), cuja segunda passagem terá direito a transmissão televisiva.

Finalmente, no domingo, a prova fecha com a dupla passagem pelos troços cronometrados de Cala Flumini (14,06 km) e Sassari – Argentiera (6,96 km), com a segunda passagem por este último a funcionar como “Power Stage”.