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Ferrari na primeira linha do GP da Hungria

O alemão Sebastian Vettel (Ferrari) garantiu a “pole position” para o GP da Hungria, com o finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) logo a seguir. Uma primeira linha da grelha de partida para a marca italiana

Pedro Roriz

Mark Thompson/GETTY

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O domínio da Ferrari foi a confirmação da superioridade mostrada no treino livre desta manhã, quando os seus dois pilotos encabeçarem a tabela de tempos, depois de, ontem, o australiano Daniel Ricciardo (Red Bull/TAG Heuer) ter sido o mais rápido nas duas sessões de treinos livres.

Só que a Red Bull não conseguiu confirmar os bons tempos feitos ontem e os seus pilotos foram relegados para a terceira linha da grelha, atrás dos Ferrari e dos Mercedes, com os “flecha de prata” a não conseguirem, desta vez, contrariar a superioridade dos “cavallino rampante”

De assinalar que numa demonstração da sua superioridade, Sebastian Vettel que fez o tempo da “pole”, o melhor de sempre no traçado do Hungaroring, na sua primeira tentativa, esteve muito perto de voltar fazer uma volta exactamente igual, uma vez que na segunda tentativa só foi 0,002” (!) mais lento do que na primeira.

E o alemão não final não escondeu a sua satisfação ao reconhecer que «o carro esteve impecável e a primeira linha para nós é inacreditável.»

Do lado da Mercedes, o inglês Lewis Hamilton abortou a primeira tentativa, em consequência de uma ligeira saída de estrada, para, na segunda, o piloto se queixar da vibração dos pneus, o que o impediu de ir além do quarto tempo, atrás do seu colega de equipa, o finlandês Valtteri Bottas, que está cada vez mais à vontade e confiante ao volante do Mercedes.

De assinalar que a Mclaren/Honda viu os seus dois pilotos, o espanhol Fernando Alonso e o holandês Stoffel Vandoorne, chegarem à Q3, com o espanhol a ser suplantado pelo alemão Nico Hulkenberg (Renault) e o holandês a bater o espanhol Carlos Sainz (Toro Rosso/Renault).

De referir, ainda que o brasileiro Felipe Massa (Williams/Mercedes) foi substituído por Paul di Resta, como consequência de o brasileiro ter sentido tonturas, após os treinos livres de ontem, o que o levou ao centro médico do circuito e depois ao hospital de Budapeste para um exame completo.

Aparentemente, o piloto brasileiro terá sido afectado por uma virose, mas vai dispor de tempo para recuperar, uma vez que a próxima prova, o GP da Bélgica, só acontecerá lugar no final de Agosto.

Divórcio antes do casamento

Tudo apontava para que a Sauber, a única equipa que ainda não pontuou esta temporada, usasse motores Honda, em 2018, em substituição dos Ferrari usados este ano.

Tudo estava acertado entre as duas partes, mas a saída de Monisha Katelborn e a entrada de Frederic Vasseur na direcção da equipa suíça fez com que a Honda optasse por rescindir o acordo de princípio acordado, com a Sauber a anunciar que vai continuar a usar motores de Maranello, no próximo ano, mas com a vantagem de utilizar a versão de 2018, em vez de da versão do ano anterior.

Como consequência do prolongamento do acordo e uma vez que a equipa suíça utiliza motores da versão anterior à dos Ferrari oficiais, não surpreenderá que a Sauber possa vir a ter ao volante algum dos pilotos apoiados pela marca italiana, com o francês Charles Leclerc e o italiano Antonio Giovinazzi a parecerem aqueles que mais possibilidades terão de ser os escolhidos.

Grelha de partida oficiosa:

1.ª linha – Sebastian Vettel (Ferrari SF70-H/Ferrari), 1’16,276”; Kimi Raikkonen (Ferrari SF70-H/Ferrari), 1’16,444”; 2.ª linha – Valtteri Bottas (Mercedes W08/Mercedes), 1’16,530”; Lewis Hamilton (Mercedes W08/Mercedes), 1’16,707”; 3.ª linha – Max Verstappen (Red Bull RB13/TAG Heuer), 1’16,797”; Daniel Ricciardo (Red Bull RB13/TAG Heuer), 1’16,818”; 4.ª linha – Nico Hulkenberg (Renault RS17/Renault), 1’17,468”; Fernando Alonso (McLaren MCL32/Honda), 1’17,549” ; 5.ª linha – Stoffel Vandoorne (McLaren MCL32/Honda), 1’17,894”; Carlos Sainz (Toro Rosso STR12/Renault), 1’18,912”; 6.ª linha – Jolyon Palmer (Renault RS17/Renault), 1’18,415”; Esteban Ocon (Force India VJM10/Mercedes), 1’18,495”; 7.ª linha – Daniil Kvyat (Toro Rosso STR12/Renault), 1’18,538”; Sergio Perez (Force India VJM10/Mercedes), 1’18,639”; 8.ª linha – Romain Grosjean (Haas VF-17/Ferrari), 1’18,771”; Kevin Magnussen (Hass VF-17/Ferrari), 1’19,095”; 9.ª linha – Lance Stroll (Williams FW40/Mercedes), 1’19,102”; Pascal Wehrlein (Sauber C36/Ferrari), 1’19,839”; 10.ª linha – Paul di Resta (Williams FW40/Mercedes), 1’19,868; Marcus Ericsson (Sauber C36/Ferrari), 1’19,972”-

Classificações dos “Mundiais”, antes da prova hungara:

PILOTOS – 1.º, Sebastian Vettel, 177 pontos; 2.º, Lewis Hamilton, 176; 3.º, Valtteri Bottas, 154; 4.º, Daniel Ricciardo, 117; 5.º, Kimi Raikkonen, 98; 6.º, Max Verstappen, 57; 7.º, Sergio Perez, 52; 8.º, Esteban Ocon, 43; 9.º, Carlos Sainz, 29; 10.º, Nico Hulkenberg, 26; 11.º, Felipe Massa, 23; 12.º, Lance Stroll, 18; 13.º, Romain Grosjean, 18; 14.º, Kevin Magnussen, 11; 15.º, Pascal Wehrlein, 5; 16.º, Daniil Kvyat, 4; 17.º, Fernando Alonso, 2

EQUIPAS – 1.º, Mercedes AMG Petronas F1 Team, 330 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari, 275; 3.º, Red Bull Racing, 174; 4.º, Sahara Force India F1 Team, 95; 5.º, Williams Martini Racing, 41; 6.º, Scuderia Toro Rosso, 33; 7.º, Haas, F1 Team, 29; 8.º, Renault Sport F1 Team, 26; 9.º, Sauber F1 Team, 5; 10.º, McLaren Honda, 2