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Duelo franco-italiano previsível na Madeira

O francês Stéphane Lefebvre, piloto oficial da Citroen e estreante no Rali Vinho Madeira, e o italiano Giandomenico Basso (Hyundai), em busca da quinta vitória, deixam antever um duelo emocionante nos ziguezagueantes troços da ilha

Pedro Roriz

Ricardo Faria Paulino / Rali Vinho Madeira

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O francês Stéphane Lefebvre (Citroen DS3 R5) e o italiano Giandomenico Basso (Hyundai i20 Coupé) perfilam-se como os mais sérios candidatos à vitória no Rali Vinho Madeira, que arranca ao final da tarde desta quinta-feira na Avenida do Mar, no centro do Funchal.

O francês, piloto oficial da Citroen, faz a sua estreia na Pérola do Atlântico e vai guiar o carro que permitiu a José Pedro Fontes vencer na Madeira no ano passado e conquistar o título nacional (e que o campeão guiou esta época até ao acidente grave sofrido no último Rali de Portugal), enquanto o italiano, vencedor da prova madeirense por quatro vezes, a última das quais em 2013, tripulará um R5, a nova arma da marca sul-coreana.

E se os dois primeiros lugares do pódio parecem atribuídos, ficando apenas por definir a ordem final – salvo algum problema, já a luta pelo último lugar do pódio deverá ser protagonizada pelos pilotos portugueses, em teoria sem condições para evitarem nova vitória estrangeira, que interromperá uma série de três triunfos nacionais.

As ausências de José Pedro Fontes, ainda a recuperar do acidente no Rali de Portugal, e de Bruno Magalhães, que defende o comando do Campeonato da Europa, vencedor das edições de 2011, 2012, 2014 e 2015, fazem com que sejam Alexandre Camacho (Peugeot 208 T16 R5), João Silva (Citroen DS3 R5), Miguel Nunes (Hyundai i20 R5), Carlos Vieira (Citroen DS3 R5) e Miguel Campos (Skoda Fabia R5) os principais candidatos ao 3.º lugar, sendo que os três primeiros têm a vantagem de “jogar em casa”.

Face às ausências de Pedro Meireles, atual líder do campeonato nacional, e de José Pedro Fontes, João Barros (Ford Fiesta R5), Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) e Carlos Vieira podem, em caso de um bom resultado, entrar na luta pelo título.

Tentando voltar ao brilho dos tempos em que integrou o lote das mais importantes provas do Europeu de ralis, o Rali Vinho Madeira pontua para a Taça da Europa, que poderá vir a transformar-se no Campeonato da Europa caso a Federação Internacional de Auomobilismo volte a assumir o papel de responsável da competição – neste momento nas mãos do Eurosport, uma vez que correm rumores de que poderá acontecer o divórcio entre as duas entidades.

A estrada

O Rali Vinho Madeira começa ao fim da tarde dasta quinta-feira, com a Superespecial da Avenida do Mar (19h30 – 2,18 km), uma clássica que tem por cenário o centro do Funchal e sempre presenciada por milhares de espectadores.

Na sexta-feira, a prova arranca com a dupla passagem pelas especiais de Campo de Golf (10,47 km – 10h59 e 13h56) e Palheiro Ferreiro (19,08 km – 11h37 e 14h34), a mais extensa do rali, a que se segue uma dupla passagem pelas classificativas de Cidade de Santana (10,83 km – 17h07 e 18h46) e Ribeiro Frio (7,19 km – 17h43 e 19h22). O dia termina com as provas de classificação noturnas de Serragem (8,67 km – 21h25) e Terreiro da Luta (8,01 km – 22h18).

No último dia, sábado, o rali muda-se para o lado oeste da ilha e os pilotos em prova terão de cumprir duplas passagens pelos troços cronometrados de Câmara de Lobos (11,48 km – 10h37 e 14h44), Ponta do Sol (8,02 km – 11h23 e 15h30), Ponta do Pargo (13,11 km – 12h06 e 16h13) e Rosário (11,37 km – 12h57 e 17h04). A prova termina, como sempre, na baixa do Funchal.