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Buscas no Benfica? PJ diz que foi só “uma reunião”

Ação no Estádio da Luz que decorreu na semana passada tratou-se de uma “reunião” para eventual “recolha de provas”, garante fonte da Judiciária. Tudo por causa da denúncia dos “vouchers” para os árbitros feita pelo presidente do Sporting

Hugo Franco e Pedro Candeias

Ana Baião

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A Polícia Judiciária garante taxativamente ao Expresso que as diligências no Estádio da Luz, realizadas há uma semana, não foram "buscas policiais", com tem sido anunciado, mas apenas "uma reunião" entre investigadores e responsáveis do Benfica.

De acordo com uma fonte da corporação, realizaram-se "diligências de recolha de prova" por parte da equipa da Unidade de Combate à Corrupção da PJ nas instalações do clube, mas com o acordo tácito do Benfica. O Expresso sabe ainda que não foram constituídos arguidos.

A iniciativa desta operação partiu do próprio clube, confirmou o Expresso junto de fonte oficial do Benfica. “O Benfica, na sequência das declarações do presidente do Sporting no programa ‘Prolongamento’, pediu à Federação que entrasse em contacto com as autoridades competentes para esclarecer cabalmente este processo”, diz fonte oficial do Benfica.

Bruno de Carvalho, no programa televisivo “Prolongamento”, acusou o Benfica de corrupção desportiva. O presidente do Sporting disse ter conhecimento de que os encarnados davam “prendas” aos quatro árbitros, aos dois delegados da Liga e ao observador dos árbitros em todos os jogos. O Benfica dava “28 jantares por jogo, na equipa A e na equipa B”. Só em jantares oferecidos num dos restaurantes do estádio da Luz, por ano, o Benfica gastaria cerca de 140 mil euros, aos quais se somariam as prendas. “Tudo deve rondar os 250 mil euros”, acusou Bruno de Carvalho.

A ação dos inspetores da PJ à SAD encarnada, e mais concretamente ao departamento financeiro, ocorreu de forma discreta na manhã de terça-feira da semana passada, dia 11.

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