Tribuna Expresso

Perfil

Benfica

Ministério Público e PJ confirmam buscas no estádio da Luz

Formalmente, houve buscas no clube da Luz há uma semana. “Foi uma recolha de prova”, diz a Polícia Judiciária. O Benfica colaborou com as autoridades, segundo fonte da Judiciária. Não há arguidos

Hugo Franco e Lusa

Comentários

tiago miranda

Partilhar

O DIAP de Lisboa confirmou à agência Lusa que foram realizadas buscas na SAD do Benfica, com o objetivo de recolher provas para um processo que está a dirigir. Uma informação confirmada ao final desta manhã por fonte da PJ, que afirmou ao Expresso: "Houve mandados de busca e os investigadores contaram com a colaboração da SAD do Benfica". Não foram constituídos arguidos.

O Ministério Público confirma "a realização, no âmbito de um processo dirigido pelo Ministério Público – DIAP de Lisboa, de buscas com vista a recolha de prova", disse à Lusa fonte do Ministério Público, acrescentando que as "diligências tiveram lugar no passado dia 11 de outubro".

Esta manhã, uma outra fonte da PJ tinha referido ao Expresso que apenas tinha existido uma reunião entre os investigadores da PJ e o Benfica.

A iniciativa desta operação partiu do próprio clube, confirmou o Expresso junto de fonte oficial do Benfica. “O Benfica, na sequência das declarações do presidente do Sporting no programa ‘Prolongamento’, pediu à Federação que entrasse em contacto com as autoridades competentes para esclarecer cabalmente este processo”, diz fonte oficial do Benfica.

Bruno de Carvalho, no programa televisivo “Prolongamento”, acusou o Benfica de corrupção desportiva. O presidente do Sporting disse ter conhecimento de que os encarnados davam “prendas” aos quatro árbitros, aos dois delegados da Liga e ao observador dos árbitros em todos os jogos. O Benfica dava “28 jantares por jogo, na equipa A e na equipa B”. Só em jantares oferecidos num dos restaurantes do estádio da Luz, por ano, o Benfica gastaria cerca de 140 mil euros, aos quais se somariam as prendas. “Tudo deve rondar os 250 mil euros”, acusou Bruno de Carvalho.

A ação dos inspetores da PJ à SAD encarnada, e mais concretamente ao departamento financeiro, ocorreu de forma discreta na manhã de terça-feira da semana passada, dia 11.