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“Vouchers” do Benfica: PJ foi à Luz e saiu sem “arguidos constituídos”

As buscas da PJ à SAD encarnada, e mais concretamente ao departamento financeiro, ocorreram de forma discreta na semana passada e não há “arguidos constituídos”, confirma a Judiciária. Fonte oficial do Benfica diz que a ação decorreu a pedido do próprio clube, após a denúncia dos “vouchers” oferecidos aos árbitros feita pelo presidente do Sporting

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Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica

tiago miranda

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A Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária fez buscas no Estádio da Luz na semana passada, devido a denúncias de “prendas aos árbitros” nos encontros das equipas A e B do Benfica, avança o “Correio da Manhã” esta terça-feira. A iniciativa destas buscas partiu do próprio clube, confirmou o Expresso junto de fonte oficial do clube.

Bruno de Carvalho, no programa televisivo “Prolongamento”, acusou o Benfica de corrupção desportiva. O presidente do Sporting disse ter conhecimento de que os encarnados davam “prendas” aos quatro árbitros, aos dois delegados da Liga e ao observador dos árbitros em todos os jogos. O Benfica dava “28 jantares por jogo, na equipa A e na equipa B”. Só em jantares oferecidos num dos restaurantes do estádio da Luz, por ano, o Benfica gastaria cerca de 140 mil euros, aos quais se somariam as prendas. “Tudo deve rondar os 250 mil euros”, acusou Bruno de Carvalho.

“O Benfica, na sequência das declarações do presidente do Sporting no programa ‘Prolongamento’, pediu à Federação que entrasse em contacto com as autoridades competentes para esclarecer cabalmente este processo. As buscas decorrem dos procedimentos normais”, diz fonte oficial do Benfica ao Expresso.

As buscas dos inspetores da PJ à SAD encarnada, e mais concretamente ao departamento financeiro, ocorreram de forma discreta na manhã de terça-feira da semana passada, dia 11. Fonte da PJ confirmou esta manhã ao Expresso que os agentes se deslocaram à Luz em “diligências de recolha de prova”, não havendo “arguidos constituídos”.

Segundo o matutino, oferecer trinta euros por refeição a cada um dos quatro elementos das equipas de arbitragem, em convites dentro das caixas conhecidas por ‘Kit Eusébio’, eram práticas regulares também nos encontros da equipa B do Benfica.