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Jorge Gomes: “Gostava de sair à noite, da minha cervejinha, mas quando chegava dentro de campo dava tudo”

Avançado, brasileiro, amigo do samba e da noite, Jorge Gomes era para jogar no Sporting, mas acabou desviado para o Benfica, onde foi o primeiro estrangeiro da história do clube, em 1979. Hoje, aos 62 anos, vê os dérbis pela televisão. Continua a torcer pelo Benfica e por Jonas, um avançado de quem é um confesso admirador

Miguel Henriques

GOLEADOR. Jorge Gomes jogou no Benfica entre 1979/80 e 1981/82

FOTO A CAPITAL

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Boa tarde Jorge. Porque é que hoje não gosta tanto de dar entrevistas?
Não gosto de dar entrevistas porque as perguntas são sempre as mesmas, coisas que eu já respondi milhares de vezes. As pessoas estão cansadas de ler nos jornais e até comentam: 'sempre a mesma coisa'. Até a minha cunhada no Brasil que vê lá as entrevistas diz isso. Houve uma vez que veio cá um senhor fazer uma entrevista, e disse-lhe isso. Eu já sei de cor e salteado o que eles vão perguntar e o que eu vou responder. O problema é esse.

No seguimento disso, o facto de ter sido o primeiro estrangeiro a jogar na história do Benfica é um motivo de orgulho ou já de irritação?
É um motivo de orgulho porque isso não acontece sempre. Após uma assembleia de sócios, fui o escolhido e foi uma coisa boa. Eu nem sabia dessa tradição que o Benfica tinha de não jogar com estrangeiros. Quando o soube foi uma surpresa e motivo de orgulho. De irritação não é, eu respondo, mas é aquela coisa, respondo sempre o mesmo.

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