Tribuna Expresso

Perfil

Benfica

Rui Vitória, a seta de Rafa, as 26 faltas do Sporting e a euforia que não vai haver

O treinador do Benfica, em conferência de imprensa após o jogo, respondeu aos penáltis que Jesus viu com as faltas com que o Sporting foi travando as saídas para o ataque dos encarnados. Rui Vitória disse que não tem de “respirar de alívio” porque “nunca [o] viram ofegante

Expresso

JOSE MANUEL RIBEIRO

Partilhar

Jesus disse que o Sporting foi melhor

"Destaque? Da minha parte não merece nenhum, não tenho nada que estar a analisar o que o treinador da outra equipa disse. Quanto à arbitragem, se analisar de outra perspetiva, posso dizer que nós fizemos 10 faltas, o Sporting fez 26 e só viu um amarelo a partir dos 80 minutos. Foi uma forma de o árbitro conduzir a partida que nos retirou a possibilidade de termos mais situações de perigo e de termos a bola mais tempo em nosso poder."

"Voltámos hoje às vitórias e, portanto, estamos muito contentes e satisfeitos por ganhar, basicamente é isso. Já chega do que falei sobre arbitragem. Perguntem-me coisas de bola e sobre o jogo".

Vencer o dérbi depois de duas derrotas seguidas

"Não sei porque haveria de respirar de alívio, nunca estive ofegante. Quando ganhamos, nunca nos viram a ter uma forma de estar diferente. Quando perdemos, sabemos como perdemos e não vamos colocar tudo em causa. Não tenho que respirar de alívio, sei o caráter que esta equipa tem e os jogadores que tenho à frente. Não havia que dramatizar, como não há, agora, que estar em euforia".

Esta vitória vai dar moral?

"Eventualmente. Mas, da nossa parte, não perdemos tempo com festejos em exagero ou com lamentos em exagero. Não temos que nos distrair com o que quer que seja. É natural que não nos podemos dissociar da atmosfera destes dérbis, claro. São jogos que todos os treinadores e jogadores gostam de ganhar. Foi isso que nós fizémos. Mas, agora, seguimos o nosso caminho".

O jogo como o Benfica o jogo

"Sabíamos que havia momentos que podíamos aproveitar. Os meus jogadores foram muito perspicazes nas zonas em que podíamos entrar e nos espaços que o Sporting ia deixando. Soubémos unir-nos nos momentos em que tínhamos que o fazer e aproveitar determinadas fraquezas que o adversário teve."

"O Salvio saiu porque estava incapacitado, não foi por minha opção. Mas, nestas alturas, o melhor que temos a fazer é não mexer. As peças estavam montadas e quem entra fá-lo sem ritmo. Mas tivemos que o fazer. Depois, entrando em aspetos táticos, o Pizzi foi para direita, que sabe esticar e fechar ao meio, e o Cervi, que sabe defender e leva, com facilidade, a equipa para o ataque. Foi basicamente este o ajuste em que pensámos."

"Na realidade, o que mais tenho a destacar, é a forma global como os jogadores procuraram os espaços que o Sporting deixavam vazios".

Porque jogou com Rafa em vez de Cervi

"O Rafa tem uma chegada fortíssima ao último terço. É um jogador com quem a equipa contrária nunca está descansada. Mas o Cerci, do ponto de vista defensivo, tem feito um trabalho fantástico. Mas o Rafa tem essa vertente, de ser uma seta apontada para a baliza, que podíamos usar sempre depois de o Sporting nos atacar."