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Benfica e o ‘post’ de Sónia Carneiro: clube pondera pedir demissão, Liga fala em “caça às bruxas”

Publicação feita no Facebook em 2012 por Sónia Carneiro leva os encarnados a ponderarem a demissão da dirigente. Liga defende a diretora executiva e sublinha que os “afetos clubísticos” não afetam o exercício de funções.

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O caso - mais um a opor o Benfica à atual direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) - estourou este sábado.

Sónia Carneiro, diretora executiva da LPFP, terá publicado um post no Facebook, em 2012, no qual apelidou o Estádio da Luz de “salão de festas dos adversários”. “Assim de repente, lembro-me da Grécia e do FCP”, terá ainda escrito nessa publicação.

Depois de tomar conhecimento do conteúdo do texto, o clube da Luz, através de fonte oficial citada em diversos meios, fez saber que o considerava “de enorme gravidade, tendo em conta as funções que exerce” Sónia Carneiro.

O ‘post’ tem mais de quatro anos e a atual diretora executiva está na direção de Pedro Proença desde julho de 2016 - antes disso era assessora jurídica da instituição - mas as águias exigiram um esclarecimento da Liga e advertiram que caso se viesse a confirmar a veracidade da publicação, o Benfica exigirá a demissão de Sónia Carneiro.

Os encarnados aludem, a título de exemplo, ao caso de João Pinheiro, membro da Comissão Arbitral da Liga. O advogado, adepto do Benfica, apresentou a demissão em março depois da polémica gerada por alguns posts da sua página de facebook relacionados com o Sporting.

Liga pede "elevação do discurso"

A Liga reagiu ao caso de Sónia Carneiro em comunicado. O organismo ressalvou que “as diversas simpatias e afetos clubísticos, do Presidente e dos Diretores Executivos, apesar de conhecidas, ou reveladas, em vários momentos das suas vidas profissionais não são obstáculo para o cumprimento digno, profissional, rigoroso e isento” das funções que lhes estão atribuídas.

Foi mais longe para sublinhar que “é seguro dizer-se que não haverá qualquer dirigente de topo ou intermédio, no futebol profissional e não-profissional, que não seja adepto ou simpatizante de um clube”.

No texto, a LPFP refere ainda a necessidade de “elevar o discurso” e diz que o que dantes seria “a discussão alegre e divertida entre amigos de ‘cores diferente’ […] se transformou numa moderna ‘caça às bruxas’”.