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Benfica: O melhor e o pior do primeiro ensaio

O Benfica entrou a vencer na pré-temporada. Frente ao Neuchatel Xamax, os encarnados venceram por 2-0. Notas dos primeiros 90 minutos do campeão nacional.

FILIPA SILVA

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Ao 13º dia, foi dia de jogo para o Benfica. Os encarnados cumpriram esta quinta-feira o primeiro jogo de preparação frente ao histórico Neuchâtel Xamax - atualmente na segunda divisão suíça - num jogo a contar para a Uhren Cup.

Do campo, os encarnados trouxeram uma vitória por 2-0, a segurança de continuar a contar com Jonas, uma boa primeira parte e um banho de público com direito a invasão pacífica no final. Mas também ficam alguns pontos menos positivos à consideração de Rui Vitória.

Do bom para o mau.

Jonas

Foi o elemento mais mexido da primeira parte do Benfica e enquanto esteve em campo o futebol encarnado foi outro. Estava na Suíça, mas parecia em casa. Num onze inicial com muitas alterações face à época passada, o número 10 do Benfica foi o melhor em campo: sofreu a falta que deu origem ao pénalti que abriu o marcador, marcou-o, andou pelo campo à procura de jogo e a distribuí-lo e assistiu Seferovic para o primeiro golo do suíço e segundo dos encarnados.

No plano individual, o estreante Chrien esteve também bastante ativo e criterioso nas decisões. Diogo Gonçalves além de assinar alguns lances individuais de qualidade, fez também a assistência para Jonas no lance que deu origem ao pénalti e esteve bem envolvido no ataque do Benfica.

Envolvimento ofensivo

A equipa assinou alguns bons lances de combinação ofensiva, ora pela ala direita, a envolver André Almeida, Jonas e Diogo Gonçalves; ora pela esquerda, com Chrien e Cervi essencialmente. O argentino foi dos mais remadores à baliza adversária.

Mais confusas as coisas na segunda parte, em resultado das muitas alterações introduzidas na equipa. Menos clareza também quando Jonas não anda por perto. Arango entrou com vontade de mostrar serviço, mas desperdiçou uma boa oportunidade já na casa dos 80, quando foi servido por Rafa.

Cuidado com as costas!

É dos livros: jogar com as linhas tão subidas como o Benfica se esforçou por jogar mas ser pouco agressivo perante o portador da bola, dando espaço ao adversário para colocar a bola com qualidade nas costas da defesa tem tudo para dar asneira.

A defesa do Benfica foi várias vezes apanhada em contra-pé em lances destes. Valeu aos encarnados a pouca qualidade individual do adversário e Júlio César que teve de se aplicar num par de situações.

Saída com bola

A época ainda agora está a começar e este é um dos momentos de jogo que vai ter de sofrer aperfeiçoamentos. Tanto a dupla de centrais que começou o encontro - Rúben Dias e Jardel - como o médio defensivo inicial - Filipe Augusto -, revelaram dificuldades em fazer a bola sair. No plano individual, Filipe Augusto terá mesmo assinado uma das exibições menos conseguidas da equipa.

Fejsa entrou para o seu lugar na segunda parte e melhorou alguma coisa. Não tanto na qualidade do passe, mas na capacidade de destruir jogo.

O Benfica volta a jogar no sábado, de novo para a Uhren Cup, desta vez contra o Young Boys.

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