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Benfica: o melhor e o pior do segundo ensaio (que acabou com derrota por 5-1)

Encarnados saem da Suíça com uma derrota muito pesada na bagagem diante do Young Boys e uma dor de cabeça chamada defesa. Os destaques positivos e o que mais deve preocupar Rui Vitória.

FILIPA SILVA

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É certo que o adversário está mais adiantado na preparação da época e também é verdade que é bem superior ao que quarta-feira o Benfica encontrou, mas sair de um jogo com o Young Boys a perder por 5-1 deve fazer Rui Vitória pensar. E de trás para a frente, porque a defesa foi desastrada e a segunda parte um intervalo de tempo para esquecer. Ou talvez não.

Linha defensiva

E porque a goleada é o que mais salta à vista, melhor começar pelo que de mais negativo o Benfica apresentou este sábado.

E o mais negativo foi a defesa, setor que se mostrou muito passivo e permissivo ao longo de todo o encontro e sem sintonia no centro.

Jardel foi quase sempre lento a reagir e Lisandro esteve desastrado, por exemplo ao servir Asselé no lance que dá origem no golo do empate dos suíços.

Kalaica, que entrou no segundo tempo, não veio melhorar nada. Nas laterais, Hermes também deixa a desejar em termos defensivos, e a atacar tem falta de qualidade no passe. André Almeida, que hoje jogou à direita e à esquerda, foi provavelmente o melhor elemento do conjunto.

É certo que Luisão está lesionado, mas Ederson, Lindelof e Nélson Semedo já não voltam. Para já, será a grande dor de cabeça de Vitória.

Segunda parte

Desde cedo se percebeu que do Neuchatel para o Young Boys havia uma diferença considerável.

O jogo teve mais ritmo logo a abrir e o Benfica correspondeu, essencialmente, nos primeiros 25 minutos de jogo. Entrou a pressionar alto e de forma mais agressiva do que no primeiro ensaio. Ofensivamente, a equipa mostrou atributos com boas triangulações nos flancos, algum jogo entre linhas e uma ou outra variação de flanco. Na segunda parte, depois do segundo golo - assinado por Sulejmani, que não festejou diante da antiga equipa - o Benfica não mais se encontrou. Nem da linha de pénalti, de onde Jonas falhou pouco depois.

Rui Vitória fez somente três alterações ao intervalo, a que se seguiram outras no decorrer do jogo, mas foi clara a quebra física e mental do conjunto encarnado. A “debácle” tem contudo, como se disse, grande justificação no mau desempenho defensivo.

Jonas

Se na quarta-feira foi o melhor elemento em campo, hoje foi uma sombra desse momento. Marcou o golo inaugural é certo - a bola embate num elemento da barreira do Young Boys e engana o guarda-redes - mas falhou um pénalti que podia ter empatado de novo a partida. Não apareceu com a disponibilidade física de quarta-feira, mas sobretudo não teve a mesma liberdade de movimentos.

Rafa

Rafa foi provavelmente o melhor elemento em campo. A nota mais do jogo para o Benfica. Jogou inicialmente pela esquerda mas quase sempre a deambular para o meio. Pelos seus pés passaram as melhores combinações do Benfica na primeira parte . Parece solto e com a qualidade técnica que lhe é reconhecida. E até com Seferovic já houve algum entendimento. O suíço melhorou face a quarta-feira, mas ainda tem muito trabalho pela frente.

O Benfica volta a jogar no dia 20. O próximo adversário é o Real Bétis.