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João Gabriel: "Proença podia ter dito que recebeu durante dois anos o Kit Eusébio e que não se sentiu condicionado"

Em entrevista, e ex-diretor de comunicação do Benfica ataca Pedro Proença e o FC Porto. Considera que "esta Liga não serve o futebol português" e que os dragões vão ser vítimas da sua própria estratégia.

Alexandre Pona

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João Gabriel não é conhecido por falar com papas na língua. Agora a trabalhar no Dubai, o ex-diretor de comunicação do Benfica mudou de país, de emprego, mas não de perfil.

Numa entrevista publicada este domingo pelo jornal "Record", João Gabriel dispara em múltiplas direções para abordar o que chama de "ambiente degradado" do futebol português.

"[No plano comunicacional] Entramos numa zona perigosa em que se pode perder o controlo com facilidade, o ambiente está muito degradado. Não me parece fazer sentido haver uma coligação negativa de clubes contra o Benfica", referiu.

João Gabriel não acha "normal" as declarações de Bruno de Carvalho à Bloomberg e considera que os programas televisivos "ditos de debate" prejudicam o futebol.

"Esta Liga não serve"

Um dos alvos preferenciais da entrevista ao ex-diretor de comunicação do Benfica é Pedro Proença. João Gabriel afirma que o clima de "guerrilha" no futebol português só vai acabar "quando tivermos um presidente da Liga competente e mais preocupado em desempenhar as funções para as quais foi eleito do que com a sua imagem".

"Esta Liga não serve o futebol português, e isso tem que ver com a liderança de Pedro Proença", concluiu.

O caso dos vouchers é mesmo recuperado por João Gabriel para acusar o atual presidente da Liga de "pactuar por omissão com uma campanha difamatória que durou ano e meio".

"Pedro Proença, que recebeu pelo menos durante dois anos o Kit Eusébio, foi incapaz de vir a público dizer: 'recebi durante dois anos, e nunca me senti condicionado'", atirou o agora consultor de comunicação.

"Não há nada!"

Sobre o caso dos emails, João Gabriel considera o que se passou "demasiado grave" mas pela forma "e não pela razões que o FC Porto evoca".

"Os emails são apenas uma operação de contaminação pública com base na devassa”, acusa.

Admite que "tudo deve ser investigado", mas desvaloriza: "É fácil, com base em supostos emails cuja autenticidade desconheço, generalizar, insinuar, tirar do contexto, falsear até".

O que lhe parece certo é que "o FC Porto vai ser atingido pela sua própria estratégia".

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