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44,5 milhões de euros: Benfica tem o maior resultado líquido na história da sua SAD

O clube apresenta o seu Relatório & Contas para a época 2016/17 com números que refletem a aposta desportiva: vender caro para, como disse Luís Filipe Vieira a 31 de julho, tentar “controlar a dívida”

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tiago miranda

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O Benfica apresentou o seu Relatório e Contas relativo à época 2016/17 com resultados que considera históricos. No documento, a que o Expresso teve acesso, os responsáveis encarnados destacam “o resultado líquido [que] ultrapassa os 44,5 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 118,4% face ao exercício transato, no qual já tinha atingido resultados positivos no valor de 20,4 milhões de euros, correspondendo ao quarto exercício em que a Benfica SAD apresenta lucros”.

Os resultados operacionais ascendem a €62,9 milhões (mais de 65% relativo ao exercício homólogo), os rendimentos operacionais, que excluem as transações dos atletas, a €128,2 milhões (+1.7%).

Por outro lado “os resultados totais (incluindo transações de direitos de atletas) atingem os 253,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 19,7% face ao período homólogo e ultrapassa a barreira dos 250 milhões de euros, sendo esta evolução principalmente explicada pelo crescimento dos rendimentos com transações de atletas e das receitas de televisão”.

É aqui que se fala, então, de Gonçalo Guedes (para o PSG). De Hélder Costa (Wolverhampton). De Ederson (Manchester City). E de Lindelöf (Manchester United). Fora destas contas estão as vendas de Nelson Semedo para o Barcelona e de Mitroglou para o Marselha, porque este R&C reflete as contas encarnadas até “30 de junho de 2017”.

Sobre o total de gastos operacionais, há um aumento de 118,170 milhões para 124,264 milhões de euros - de notar a subida na rubrica de gastos com o pessoal, de 61,455 milhões para 74,697 milhões de euros. As amortizações e perdas de imparidades com atletas também subiram de 36,769 milhões para 43,728 milhões de euros.

Por fim, diz o documento do Benfica, o ativo cresceu 6,2% (506,1 milhões) e o passivo desceu 3,8% (483,3 milhões de euros).