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Salvio outra vez na bancada: a culpa é das (muitas) lesões

Desde o joelho, ao braço, passando pelo ombro, Eduardo Salvio não tem tido um percurso fácil ao serviço do Benfica: a culpa é das lesões que deixaram o argentino a aquecer o banco por várias dezenas de jogos

Cátia Leitão

Toto Salvio saiu lesionado do Benfica-Rio Ave, a 3 de fevereiro de 2018

Pedro Fiuza/Getty

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Banco, bancada, campo, banco, bancada, campo, banco, bancada, campo - não necessariamente por esta ordem. A vida de Salvio no Benfica não tem sido fácil, mas tem sido cíclica: umas lesões atrás das outras atiraram o extremo direito, várias vezes, para o banco, ou para a bancada, dos encarnados.

As paragens são muitas e fica difícil contar pelos dedos, mas nós facilitamos a questão: em sete épocas e meia ao serviço do Benfica, Salvio foi operado quatro vezes, falhou 89 jogos e parou mais de 500 dias.

A primeira

Em agosto de 2013, Salvio teve a primeira grande lesão ao serviço do Benfica, durante o jogo da 3ª jornada do campeonato frente ao Sporting. A partida acabou empatada a um golo, mas a pior notícia para o Benfica foi a lesão do argentino, que sofreu uma rotura no ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Salvio teve de ser operado e ficou 32 jogos fora das contas de Jorge Jesus, o treinador do Benfica na altura, e só voltou 173 dias depois, em fevereiro de 2014, no jogo contra o PAOK para a Liga Europa.

Mas a boa forma de Salvio foi sol de pouca dura: ao fim de apenas dois meses o azar voltou a bater à porta do argentino. Desta vez, num jogo do Benfica em casa, para a 28ª jornada do campeonato frente à Olhanense. Salvio caiu durante a partida e saiu com uma fratura no braço esquerdo. Teve de ser novamente operado, ficou parado 10 dias e falhou três jogos.

Salvio a ser confortado pelos colegas a 20 de abril de 2014, depois de se lesionar frente à Olhanense

Salvio a ser confortado pelos colegas a 20 de abril de 2014, depois de se lesionar frente à Olhanense

PATRICIA DE MELO MOREIRA/GETTY

Não há duas sem três

Virou a época e estávamos então em dezembro de 2014, quando o argentino contraiu uma fratura diafisária do cúbito, durante o clássico com o FC Porto, o que levou a uma nova intervenção cirúrgica ao braço esquerdo.

Mas o infortúnio desta época não ficou por aqui: em abril de 2015, o extremo-direito do Benfica sofreu uma luxação que o obrigou a parar nove dias. No entanto, o pior ainda estava para vir. A 23 de maio, os encarnados receberam o Marítimo na partida que lhes deu o título de bicampeão nacional. Mas, nem tudo foram boas notícias: o joelho direito de Salvio voltou a dar-lhe dores de cabeça, desta vez para valer.

O argentino sofreu uma nova rotura de ligamentos e teve de ser substituído. Ainda apareceu nos festejos dos encarnados dessa noite, com o apoio de muletas, mas acabou por ficar parado 261 dias. Em setembro de 2015 foi operado em Roma e só voltou aos relvados em fevereiro do ano seguinte, 34 jogos depois.

Mais uma época, mais uma lesão

Na época de 2016/2017, a história repetiu-se... várias vezes. O jogador de 27 anos parou 3 vezes: em dezembro com uma lesão no ombro, em janeiro com uma entorse da tibiotársica direita e em fevereiro com uma entorse no tornozelo. Ao todo falhou mais seis jogos.

Já nesta época, o quadro também tem sido negro: esta já é a terceira lesão desde agosto. A primeira foi uma tendinopatia no joelho direito, a segunda foi uma entorse no tornozelo direito e a mais recente foi de novo com um problema no joelho direito.

Na partida com o Rio Ave, a 3 de fevereiro, o argentino teve de ser substituído aos 35 minutos e foi-lhe depois diagnosticado um síndrome femoro-patelar no joelho direito. Salvio foi operado esta segunda-feira para uma artroscopia de limpeza e deve ficar parado nas próximas seis semanas.

O extremo-direito dos encarnados deve então falhar mais cinco jogos: em casa com Boavista, Marítimo e Desportivo das Aves e fora com Paços de Ferreira e Feirense. Além disso, o jogador vai ainda falhar os compromissos da seleção argentina, que defronta a Itália a 23 de março e a Espanha a 27 de março.

Os benfiquistas estão, no entanto, a torcer para que o argentino recupere até 15 de abril - a tempo do clássico com o FC Porto, no estádio da Luz.