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SAD do Benfica não está livre do caso e-toupeira

Clube encarnado pode vir a ser constituído arguido. Os cinco suspeitos do caso são ouvidos esta quarta-feira

Hugo Franco, Pedro Candeias e Rui Gustavo

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

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O caso e-toupeira pode vir a ter mais do que os cinco arguidos já constituídos. De acordo com uma fonte judicial, "caso se prove que uma pessoa coletiva beneficiou da informação alegadamente recolhida por Paulo Gonçalves", pode também vir a ser constituído arguido. No caso concreto, "a SAD do Benfica."

O assessor jurídico da SAD, Paulo Gonçalves, foi detido esta terça-feira, na sua casa em Santarém tendo passado a noite nos calabouços da Polícia Judiciária. Esta quarta-feira à tarde vai começar a ser ouvido por um juiz de instrução, juntamente com os restantes quatro arguidos do caso.

Paulo Gonçalves não foi o único detido no âmbito desta operação. O mesmo se passou com o técnico de informática José Nogueira da Silva que trabalha no Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça (IGFEJ).

José Nogueira da Silva, juntamente com outros dois funcionários judiciais, é suspeito de ter passado ao Benfica informação sobre investigações relacionadas com o clube que estava em sigilo, através do sistema informático da Justiça. Outro arguido é o agente de futebol Óscar Cruz, que seria o intermediário do esquema alegadamente montado por Paulo Gonçalves. "Era Óscar Cruz quem apresentava as pessoas" envolvidas neste caso, refere uma fonte próxima da investigação.

Os cinco arguidos são suspeitos dos crimes de corrupção, acesso ilegítimo, violação de segredo de justiça, falsidade informática e favorecimento pessoal. A operação envolveu cerca de 50 elementos da Polícia Judiciária, um juiz de instrução criminal e dois magistrados do Ministério Público. Foram realizadas trinta buscas nas áreas do Porto, Fafe, Guimarães, Santarém e Lisboa.