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Magistrada Ana Paula Vitorino não é suspeita no caso e-toupeira, diz a PGR

Password de procuradora foi usada "sem o conhecimento ou consentimento", revela a Procuradoria-Geral da República um dia depois de serem conhecidas as medidas de coação dos dois principais arguidos do caso e-toupeira

Hugo Franco

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A Procuradoria-Geral da República vem esclarecer que a procuradora Ana Paula Vitorino não é suspeita no caso e-toupeira, que investiga fugas de informação do interior do sistema informático da Justiça.

A password da magistrada judicial terá sido utilizada por José Nogueira da Silva, o técnico informático do Ministério da Justiça que ficou esta quarta-feira em prisão preventiva no âmbito deste processo. De acordo com a investigação da Polícia Judiciária, foi desta forma que o suspeito teve acesso a vários inquéritos que recaíam sobre o clube encarnado, como o caso dos vouchers e dos e-mails.

A PGR vem agora lembrar, um dia após serem conhecidas as medidas de coação sobre José Nogueira da Silva e Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica, que a utilização dessa password foi feita sem "o conhecimento ou consentimento" de Ana Paula Vitorino, "a qual, sendo completamente alheia ao sucedido, não é, nem nunca foi, suspeita ou visada na investigação em curso".

Esta quarta-feira, a juíza de instrução Cláudia Pina determinou que Paulo Gonçalves ficasse em liberdade, mas proibido de contactar com os outros arguidos do processo, e José Nogueira da Silva em prisão preventiva.

No total, o inquérito tem cinco arguidos constituídos numa investigação que o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária e tem a colaboração do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), entidade onde trabalha José Nogueira da Silva.