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Luís Filipe Vieira ao ataque: “Acabou a paródia que tem sido instalada à conta do Benfica”

Depois do Benfica-Aves (2-0), Luís Filipe Vieira apareceu na sala de imprensa do Estádio da Luz para falar sobre o caso 'e-toupeira', numa declaração que não teve direito a perguntas dos jornalistas. Esta foi a primeira vez que o presidente do Benfica falou sobre a operação que tem Paulo Gonçalves, assessor jurídico do clube, como principal arguido, indiciado por um crime de corrupção ativa e quatro de violação do segredo de justiça

Expresso e SIC Notícias

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" Quem manchou o nosso nome tem de ser severamente castigado”, foi com estas palavras, já perto do final de uma intervenção sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, que Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, marcou o tom do que será uma ofensiva do clube para suster o que considera serem os danos causados pelas notícias que têm vindo a ser publicadas sobre a instituição.

Nesse sentido, anunciou, “A partir de segunda-feira, o Benfica tem um gabinete de crise montado para responder a todos”. Além disso, acrescentou, a partir de agora, quem quer que seja “que ponha em causa” o nome do Benfica “será acusado criminalmente, sejam administradores, jornalistas ou marcas. Acabou a paródia que tem sido instalada à conta do Benfica. Venderam muitos jornais, tiveram muitas audiências”.

Luís Filipe Vieira começou por garantir a todos os benfiquistas “que nunca, mas nunca, nunca”, tanto ele, como a sua direção, mancharam “a honra nem a dignidade do Sport Lisboa e Benfica”.

O presidente do clube encarnado considera que foram “vítimas de um ataque sem precedentes em Portugal. Violaram o nosso espaço e privacidade, violaram uma empresa de dimensão mundial e infelizmente até hoje nada sucedeu”.

Para lá de constatar que as denúncias anónimas “funcionaram para o Benfica com um aparato muito especial”, assegurou que ainda não compreendeu as visitas feitas à sua residência.

Convencido que a única maneira encontrada para vencer o clube "foi manchar" o nome da instituição, Vieira frisou que “o principal objetivo do Benfica nos últimos 18 anos foi recuperar a sua credibilidade”. Porém, hoje, afirmou, a marca está “manchada porque infelizmente neste país não há algo que nos permita que nos defendamos. O direito ao sigilo não existiu para o Sport Lisboa e Benfica”.

Ao reclamar um tratamento igual, o presidente do Benfica exigiu que as autoridades “vão a casa de quem têm de ir. Não queremos o nosso nome manchado. A única coisa que pedimos à justiça é que seja célere. Os que mancharam o nosso nome tem de ser criminalmente penalizados”.

O Benfica, disse a concluir, “hoje é um clube super invejado em Portugal, é o único que tem futuro, é o único que tem projetos em todas as vertentes. O Benfica cumpriu ao longo destes 18 anos junto dos seus fornecedores e parceiros, não tivemos qualquer atraso que fosse. Sempre disse que no dia em que saísse do Benfica iria entregar o Benfica com orgulho”.