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Um olá, quase mil dias depois

No último ano não soubémos grande coisa, ou quase nada, de Ola John, o internacional holandês que ainda não tinha jogado esta época até surgir no penúltimo jogo da temporada do Benfica B

Diogo Pombo

NurPhoto

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Novecentos e noventa e quatro dias volvidos, um certo extremo holandês voltou a jogar pelo Benfica. Um extremo que muito boa gente talvez já nem se lembrasse que tinha contrato, e estava, realmente, no clube.

O tempo dele nos encarnados foi-se esgotando, ao mesmo ritmo e na mesma dose que a paciência dos adeptos, à medida que os dribles baseados nas simulações de corpo não compensavam o estilo pachorrento com que se apresentava em campo.

Ola John era um crónica caso de reconhecido talento com um corpo e uma cabeça que não condiziam. Em duas épocas (2012/13 e 2014/15), ambas com Jorge Jesus, ainda jogou mais de 30 partidas numa equipa que jogava, ganhava e tinha muitos extremos e quase todos melhores do que ele.

Entre essas duas temporadas até foi emprestado ao Hamburgo e, na duas seguintes, os seus serviços seriam também concedidos ao Reading, Wolverhampton e Deportivo La Coruña. Três clubes nos quais não rendeu o suficiente para se fixar no Benfica ou em algum clube que se chegasse à frente para apostar no holandês.

Chegou a atual época e Ola John treinou, treinou e treinou com a equipa B do Benfica, que chegou à penáltima jornada da segunda liga em risco de descer de divisão. Então, Hélder Cristóvão lembrou-se do holandês, colocou-o a titular e ele marcou na primeira vez que pisa um relvado esta temporada.

Novecentos e noventa e quatro dia depois, o holandês que custou 12 milhões de euros voltou a jogar e marcou o primeiro golo de uma equipa aflita, em risco de descer de divisão, contra o FC Porto B. Ajudou à vitória por 3-0 e disse olá ao futebol quando já parecia que tinha dito adeus.