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A etapa foi de Aru, a amarela já é de Froome

O Tour é para campeões e esta quarta-feira foi a vez de vencer o de Itália. Fábio Aru foi o homem do dia no primeiro teste de montanha na competição. Froome foi terceiro e agarrou a amarela.

FILIPA SILVA

JEFF PACHOUD/GETTY IMAGES

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Na segunda, ganhou o campeão do mundo. Na terça, o campeão de França. Esta quarta, foi a vez do campeão de Itália cruzar a meta em primeiro lugar.

O líder da Astana, Fábio Aru, vencedor da Vuelta de 2015 estreou-se a vencer no Tour, ao arrematar a quinta etapa, que foi - como prometia ser - a primeira “chamada” para os favoritos à vitória final.

Respondeu primeiro o italiano que disparou para a vitória a dois quilómetros e meio da meta. Ninguém teve pernas para o alcançar.

A resposta mais esforçada veio de Chris Froome (Sky) quando faltavam 1,7 quilómetros para a meta. Na sua roda seguiram Romain Bardet (AG2R). Daniel Martin (Quickstep) e Richie Porte (BMC), o homem de que mais se ouviu falar ao longo do dia quando o tópico era “favoritos à vitória na etapa”.

Martin acabou por fazer segundo, a 16 segundos de Aru, e Froome fez terceiro, a 20, benficiando ambos das bonificações.

Deste modo, o campeão em título do Tour ascendeu ao lugar cimeiro da geral, trocando de amarela e de posição com o colega de equipa, Geraint Thomas, que cedeu na subida final. Quintana (Movistar) e Contador (Katusha) também tiveram dificuldades, num dia muito quente (quase 30 graus) e com muito público nas bermas.

Froome sai para a sexta etapa de amarelo, Thomas vai na segunda posição a 12 segundos do líder e Aru fecha os três primeiros da geral com 14 segundos de diferença para Froome.

O português Tiago Machado (Katusha) chegou a mais de 6 minutos do vencedor da etapa. Está na 55ª posição da geral a 7’23 do líder.

Pelotão saiu sem Sagan... nem Cavendish

No rescaldo do afastamento de Peter Sagan (Bora) da corrida, depois de um final ao sprint na etapa anterior que levou Cavendish ao chão e ao hospital, a notícia no arranque da corrida foi a ausência do britânico. Uma fratura na omoplata direita afastou o sprinter do Tour deste ano.

A etapa foi dominada por um grupo de fugitivos, que se mantiveram na frente da corrida até à entrada da subida final. O trabalho da BMC primeiro e da Sky depois, acabou com as aspirações dos fugitivos.

Depois o pelotão esticou até ao ponto de ter chegado com pouco mais de 10 elementos à meta.

A etapa de quinta-feira volta à planície e às distâncias superiores a 200 quilómetros. Vai ligar Vesoul a Troyes e tem final desenhado para uma chegada ao sprint.