Tribuna Expresso

Perfil

Ciclismo

“Portinho” inspirado na Arrábida. Raul Alarcon deu primeira vitória e amarela à W52-FC Porto

Espanhol partiu para a vitória a 11 quilómetros da meta instalada em Setúbal e com passagem pelo Parque Arrábida. W52-FC Porto colocou três nos 10 primeiros da etapa. Amarela presa por 6 segundos.

FILIPA SILVA

79ª Volta a Portugal em Bicicleta

Partilhar

A época segue de vento em popa para Raul Alarcon. O espanhol da W52-FC Porto, vencedor da Volta às Astúrias este ano, melhor corredor do ranking UCI do pelotão da Volta a Portugal, somou a um belo currículo de temporada a vitória da primeira etapa da Grandíssima.

Passada a última dificuldade do dia - o prémio de 3ª categoria no Alto da Arrábida - Alarcon deixou para trás o pelotão e aproveitou os quilómetros de descida para ganhar vantagem sobre o resto do elenco. Seguiu na aventura a solo até à meta, mesmo quando Marque, Amaro Antunes ou Sérgio Paulinho o tinham bem próximo da linha de vista.

O espanhol não cedeu e logrou chegar isolado à meta ganhando 10 segundos de vantagem sobre o grupo que a cortou em segundo lugar, beneficiando ainda dos 10 segundos de bonificação pelo primeiro lugar na etapa.

Alarcon é, assim, o novo camisola amarela da Volta a Portugal, com seis segundos de vantagem sobre Alejandro Marque (SPO-TAV) e a 15 segundos de Domingos Gonçalves (RP-BOA) que fecha o pódio da geral.

Seguem-se Rinaldo Nocentini do Sporting (a 16’) e Gustavo Veloso, chefe de fila da W52-FC Porto, com 17 segundos de atraso para o líder.

Sérgio Paulinho (Efapel), Amaro Antunes (W52-FC Porto) - segundo na etapa - Rui Sousa (RP-BOA), De Mateos (Louletano) e Davide Rebellin (Kuwait) fecham o top ten. Destaque para a presença de Rebellin que é o elemento mais veterano do pelotão, com 45 anos.

A etapa que ligou Vila Franca de Xira a Setúbal, com passagem pelo Parque Natural da Arrábida, foi animada desde a primeira fase da corrida, com uma primeira fuga a vingar até à meta volante instalada em Almeirim.

Depois, ao quilómetro 111, o homem mais combativo do dia, o jovem basco Gotzon Udondo (Euskadi) partiu sozinho numa fuga que só seria anulada a 33 quilómetros da meta, antes da passagem pelo Alto das Necessidades, a penúltima contagem de montanha do dia.

O pelotão passou um dia de alguns calafrios, sobretudo depois de Santarém, fruto do vento forte que se fez sentir ao longo da etapa e que gerou cortes.

Damien Gaudin (Armée de Terre), que partiu de amarelo, deu tudo até à chegada. Subiu ao Alto da Arrábida com grande dificuldade, mas acabou por recuperar algum tempo nos quilómetros finais. Não foi suficiente para manter a amarela, mas deixou juntamente com a equipa uma boa imagem na tirada.

Para este domingo está reservada a etapa mais longa do calendário, com 214,7 quilómetros, entre Reguengos de Monsaraz e Castelo Branco.

A incursão pelo interior alentejano e pela Beira Baixa vai fazer-se com muito calor, sendo que na estrada os corredores não sofrem somente o efeito da temperatura ambiente, mas também daquela emanada do próprio asfalto.

A etapa contempla três metas volantes e três contagens de montanha, neste caso de 3ª e 4ª categoria.