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A vez de Veloso. W52-FC Porto conquista quarta vitória em seis jornadas

Continua demolidora a equipa azul e branca com mais uma vitória, desta vez de Gustavo Veloso no Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo. Alarcon manteve a amarela, mas Veloso aproximou-se.

FiLIPA SILVA

Gustavo Veloso a festejar no Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

79ª Volta a Portugal

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A Volta a Portugal faz 90 anos, mas é a W52-FC Porto quem anda a fazer a festa. A equipa de Nuno Ribeiro conquistou hoje a quarta vitória em seis jornadas, em Viana do Castelo, na chegada ao Santuário de Santa Luzia.

Depois de Raul Alarcon, vencedor em Setúbal e na Senhora da Graça, e de Samuel Caldeira, que foi o mais forte em Castelo Branco, esta quarta-feira foi a vez de Gustavo Veloso, vencedor de duas edições da Volta (2014 e 2015), chegar na frente.

Alarcon mantém a amarela e o FC Porto mantém quatro homens nos 10 primeiros da geral. As vitórias da equipa não têm sido aventuras a solo dos seus corredores. Antes o resultado de um trabalho coletivo, que tem sortido efeito. Alarcon ou Veloso? O discurso mantém-se: o que interesse é que ganhe a equipa.

A etapa desta quarta-feira era muito desejada por vários elementos do pelotão. Alarcon era um dos favoritos por ali ter ganho no Grande Prémio JN deste ano, à frente de João Benta e Daniel Mestre. Este último, da Efapel, bem tentou chegar à frente, mas acabou tapado por De Mateos e Veloso nos metros finais, respetivamente o primeiro e segundo classificados da etapa.

A caravana partiu de Boticas e viu, ao quilómetro 35, um trio de corredores fugir, formado por Luís Afonso (LA-Metalusa Blackjack), Mikel Bizkarra (Euskadi) e Yann Guyot (Armée de Terre). A fuga durou quase toda a etapa. À chegada a Viana, o pelotão aumentou e muito a velocidade, e apanhou os corredores à entrada da Ponte Eiffel. Luís Afonso levou o prémio da combatividade do dia.

No início da subida ao Santuário de Santa Luzia, a sensivelmente 3 quilómetros do final, a W52-FC Porto assumiu a cabeça do grupo e por lá ficou até aos últimos metros, altura em que Veloso acelerou e acabou por vencer ao sprint.

Na geral, as bonificações de Veloso e De Mateos provocaram uma alteração, com o galego a assumir a quinta posição, por troca com o compatriota. Veloso está a 46 segundos do líder.

Nas camisolas, Alarcon mantém-se líder na amarela e nos pontos; João Matias (LA Metalusa) amealhou mais uns pontos para a camisola da montanha; e Krists Neilands (Israel Academy) é o camisola branca da juventude.

O “Salto” até Fafe

Para quinta-feira, véspera do dia de descanso, a organização preparou uma jornada dura e com vários pontos de interesse. A sexta etapa vai ligar Braga a Fafe, ao longo de 182 quilómetros.

A primeira contagem de montanha do dia aparece ao quilómetro 40, no Bom Jesus de Braga, mas o mais difícil da etapa ainda estará por vir.

Em Celorico de Basto, ao quilómetro 130, o pelotão enfrenta a subida ao Monte do Viso, de regresso ao roteiro da Volta a Portugal, uma subida de primeira categoria e conhecida pela sua exigência.

Os corredores seguem para Fafe onde vão encontrar, pelo segundo ano consecutivo, o Salto da Pedra Sentada, mítico local de passagem do Rali de Portugal. A subida é de segunda categoria e o piso, lá em cima, é de terra batida. Uma passagem seguramente mais agradável à vista do que ao corpo dos corredores.

Segue-se uma a aproximação rápida à meta, só interrompida por uma ligeira subida em Golães. A meta estará em Fafe, será a segunda passagem do pelotão pela meta.

CLASSIFICAÇÃO GERAL DEPOIS DA 5ª ETAPA

1. Raul Alarcon (W52-FC Porto) com 18h49m35
2. Rinaldo Nocentini (SPO-TAV) a 25''
3. Amaro Antunes (W52-FC Porto) a 29''
4. Alejandro Marque (SPO-TAV) a 35’'
5. Gustavo Veloso (W52-FC Porto) a 36''
6. Garcia De Mateos (LOU) 37''
7. João Benta (RP-BOA) a 1'25
8. Henrique Casimiro (Efapel) a 1'37
9. António Carvalho (W52-FC Porto) a 1'38
10. Sérgio Paulinho (Efapel) a 1'45