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Vuelta: BMC confirma favoritismo e Rohan Dennis veste a primeira “roja” 

Dois anos depois, a BMC voltou a vencer o contra-relógio coletivo que abre a Volta a Espanha. A Sky foi quarta. Nélson Oliveira foi o melhor português. Aru e Bardet perdem mais de 30 segundos para Froome.

FILIPA SILVA

Rohan Dennis subiu ao pódio para vestir a primeira camisola vermelha da Vuelta 2017.

JAIME REINA

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O contra-relógio era curto mas revelou-se de extrema exigência para as 22 equipas que sairam este sábado à estrada, na cidade histórica de Nîmes, em França, para a primeira etapa da Vuelta 2017.

Com apenas 13,7 quilómetros, o crono era técnico e até perigoso, como o revelam a meia dezena de quedas registadas.

Com muitas curvas, ruas estreitas e uma descida já a meio do percurso, o trabalho de equipa não se revelou fácil.

No final, foi a BMC quem completou o trajeto com o melhor tempo, mostrando que o controlo positivo que afastou Samuel Sanchéz da equipa na véspera da competição não intranquilizou o grupo, que tratou assim de confirmar o favoritismo com que partia para a etapa.

Rohan Dennis, campeão australiano do contra-relógio, foi o primeiro da equipa a cortar a meta e como tal coube-lhe a honra de envergar a primeira camisola vermelha, símbolo da liderança, na Volta a Espanha deste ano.

A apenas seis segundos, ficou a equipa da Quick-step de Bob Jungels, enquanto a Sunweb de Warren Barguil fechou o pódio com o mesmo tempo dos segundos classificados.

A Sky de Chris Froome, a penúltima equipa a partir esta tarde, foi quarta, com mais 9 segundos do que a BMC. A equipa britânica tinha sido a vencedora do contra-relógio coletivo do ano passado, o que desta não conseguiu. O vencedor do Tour pode ainda assim regozijar-se pelo tempo que ganhou a alguns dos seus adversários.

Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) perdeu 22 segundos; Alberto Contador (Trek), perdeu 24; Fabio Abu (Astana) perdeu 32 e Romain Bardet (AG2R) leva já uma desvantagem de 37 segundos para o britânico.

Entre os cinco portugueses em prova, o melhor classificado foi Nélson Oliveira, primeiro da Movistar a cortar a meta - gastou mais 26 segundos do que a equipa vencedora. Já Rui Costa, cuja equipa deixou dois corredores muito cedo na corrida, vítimas de queda, ficou com 47 segundos a mais do que os primeiros. Ricardo Vilela (Manzana) perdeu 53 segundos; Rafael Reis (Caja Rural) perdeu 56 e José Gonçalves (Katusha), que cortou a meta muito tempo depois da sua equipa, chegou a 2’06 dos primeiros.

Claro que a Vuelta ainda agora começou e com tanta montanha não faltarão oportunidades para tentar ganhar tempo e compensar perdas.

Este domingo, em princípio, não será uma dessas ocasiões. Pelo menos para os favoritos à geral. A Vuelta vai prosseguir em território francês, no Sul, junto ao mar e ao nível do mar. A etapa de amanhã é longa - 203 quilómetros - e extremamente plana. O vento é a grande incógnita no lote de obstáculos que podem intranquilizar o pelotão. Uma jornada que tem como desfecho mais provável uma chegada ao sprint.