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Volta a Espanha: Trentin entra no clube dos 100, Froome já bateu um recorde

A Quick-step continua a somar vitórias. É a 12ª em Grandes Voltas este ano. O italiano Matteo Trentin foi o primeiro na chegada a Tarragona. Chris Froome mantém a vermelha, o que para ele, na Vuelta, é uma novidade. Uma queda atirou Pozzovivo para fora do top 10.

FILIPA SILVA

Matteo Trentin a festejar a sua primeira vitória na Volta a Espanha.

JAIME REINA

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Na história do ciclismo, só seis homens conseguiram ganhar Giro, Tour e Vuelta. Matteo Trentin não entra nesse capítulo, mas pode, a partir de hoje, dizer que faz parte do restrito grupo de corredores com vitórias de etapa nas três Grandes Voltas. É o centésimo corredor a fazê-lo.

O ciclista da Quick-step – que grande temporada da equipa belga com cinco vitórias em Itália, cinco em França e duas já na Vuelta – foi o primeiro na meta instalada em Tarragona, num final disputado ao sprint, depois de algumas rotundas e mudanças de direção que, a grande velocidade, causam sempre calafrios no pelotão. Não passou disso.

Trentin já tinha sido segundo na etapa de domingo, ficando atrás do companheiro de equipa Yves Lampaert. Esta terça-feira, foi o primeiro à frente Juanjo Lobato (Lotto-Jumbo) e Tom Van Asbroeck (Cannondale). O italiano conquista também a camisola verde, graças à conquista de hoje.

FROOME RENOVA LIDERANÇA

Para Christopher Froome o balanço do dia também é positivo. O ciclista da Sky conseguiu até o que até aqui nunca tinha conseguido na Vuelta: um segundo dia com a camisola vermelha vestida. Recorde-se que só em 2011 o britânico logrou andar com la roja na Volta a Espanha, mas apenas um dia.

Entre os 10 primeiros classificados da geral, a etapa de hoje produziu apenas uma alteração. Uma queda a pouco mais de 3 quilómetros da meta envolveu Domenico Pozzovivo (AG2R). O italiano perdeu mais de três minutos, em virtude do sucedido. Caiu para a 33ª posição da geral. Simon Yates, da Orica, aproveita a vaga e entra para a décima posição. A equipa australiana é agora aquela que coloca mais corredores no top 10.

Entre os portugueses, Nélson Oliveira (21º), Rui Costa (24º) e Ricardo Vilela (54º) não perderam tempo e subiram até algumas posições na geral. Vilela (Manzana Postobon) chegou mesmo a ensaiar um ataque nos quilómetros finais, mas sem sucesso.

Já José Gonçalves perdeu quase sete minutos e deu um “trambolhão” na geral. Rafael Reis, que se estreia na Vuelta, também se mantém na parte baixa da tabela.

ETAPA "ROMPE-PERNAS"

Para esta quarta-feira, e depois de uma etapa plana, a Volta a Espanha volta à irregularidade no traçado. Entre Benecassim e Alcossebre, os corredores vão encontrar cinco contagens de montanha e uma chegada em alto. É certo que o cenário é de média montanha – contagens de segunda e terceira categorias – mas o constante sobe-e-desce produzirá efeitos sobre as pernas dos corredores.

A meta está instalada na Ermita de Santa Lucia e será a primeira chegada em alto da Vuelta 2017.

Classificação geral no final da 4ª etapa
1. Chris Froome (Sky) com 13h37’41’’
2. David de la Cruz (Quick-step) a 02’’
3. Nicolas Roche (BMC) a 02’’
4. Tejay Van Garderen (BMC) a 02’’
5. Vincenzo Nibali ((Bahrain) a 10’’
6. Esteban Chaves (Orica) a 11’’
7. Fabio Aru (Astana) a 38’’
8. Adam Yates (Orica) a 39’’
9. Romain Bardet (AG2R) a 48’’
10. Simon Yates (Orica) a 48’’
...
21. Nélson Oliveira (Movistar) a 1’54
24. Rui Costa (UAE Emirates) a 1’58
54. Ricardo Vilela (Manzana) a 11’16
117. José Gonçalves (Katusha) a 21’09
184. Rafael Reis (Caja Rural) a 32’48