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Volta a Espanha: Aos 22 anos, Mohoric já festeja entre os grandes (e Rafael Reis foi 14º apesar de queda nos últimos quilómetros)

Ciclista da UAE Emirates fez parte da fuga do dia e lançou-se para a vitória a 12 quilómetros do fim. Rafael Reis também esteve na fuga mas caiu na última subida, embrulhado com uma mota da organização. Froome chegou a ter a camisola a prémio, mas controlou as diferenças.

FILIPA SILVA

Matej Mohoric conquista vitória na Volta a Espanha aos 22 anos.

JAIME REINA

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Matej Mohoric terminou a sétima etapa da Volta a Espanha naquele limbo entre o êxtase e o esgotamento. Afinal, desde as vitórias alcançadas nos campeonatos do mundo de estrada nas categorias júnior e sub-23, em 2012 e 2013, que o ciclista não alcançava feito tão grande.

Agora, com apenas 22 anos, registou o nome na história da Vuelta. Foi em Cuenca, cidade Património Mundial da Humanidade.

Mohoric deu mostra de querer ganhar a etapa quando protagonizou os primeiros ataques na subida ao Alto del Castillo, a última subida do dia, de terceira categoria. Foi o primeiro a passar no Alto, mas só na descida é que conseguiu ganhar vantagem sobre os companheiros de fuga. Cerca de 15 segundos que o corredor da Emirates – que já tinha feito quarto lugar na etap ganha por Lutsenko – levou até à meta, para festejar a vitória isolado.

Atrás dele, cortaram a meta Pawel Poljanski (Bora) que repetiu o segundo posto da véspera, e Joaquin Jose Rojas (Movistar) que foi terceiro. Thomas De Gendt (Lotto-Soudal), o homem sempre em fuga, fez quarto e Alessandro De Marchi (BMC) foi quinto.

Todos fizeram parte da fuga do dia, constituída cedo na etapa, e que juntou 14 corredores. Entre eles esteve Rafael Reis (Caja Rural). O português fez toda a etapa no grupo, mas foi o útlimo dos fugitivos a cortar a meta, isto depois de uma queda na subida ao Alto del Castillo, numa zona de empedrado. A mota da organização que passa pelo corredor na altura da queda não parece isenta de resposnsabilidades. Reis voltou à bicicleta e cortou a meta em 14º com 2’40 para o vencedor. Subiu a 153º da geral.

Sky a controlar

No pelotão, hoje não houve pressas. A fuga chegou a ter 9 minutos de vantagem para o grupo dos favoritos o que podia não ter interesse algum não se desse o caso de Jetse Bol, da Manzana Postobon, estar entre os fugitivos. É a segunda vez que o holandês veste a vermelha virtual no decorrer da etapa.

Não houve contudo mudanças na liderança. A Sky controlou a corrida o quanto baste de forma a não perder a camisola vermelha, sem contudo gastar muita energia. Bol conseguiu, ainda assim, entrar no top-10, diretamente para a sétima posição, o que não deixa de ser assinalável para uma equipa que compete a convite da organização.

Entre os portugueses, dia tranquilo para Rui Costa (UAE Emirates), Nelson Oliveira (Movistar) e Ricardo Vilela (Manzana). Mantiveram todos as distâncias para o topo da tabela.

Este sábado, o pelotão tem pela frente mais uma etapa de média montanha, entre Hellín e Xorret de Catí. A etapa oito tem 199 quilómetros de comprimento e tres contagens de montanha. A última, que é de primeira categoria, está instalada a três quilómetros da meta. Mais um teste para os favoritos à vitória final.

Classificação geral no final da 7ª etapa

1. Chris Froome (Sky) com 27h46’51
2. Esteban Chaves (Orica) a 11’’
3. Nicolas Roche (BMC) a 13’’
4. Tejay Van Garderen (BMC) a 30’’
5. Vincenzo Nibali ((Bahrain) a 36’’
6. David de la Cruz (Quick-step) a 40’
7. Jetse Bol (Manzana) 46’’
8. Fabio Aru (Astana) a 49’’
9. Adam Yates (Orica) a 50’’
10. Michael Woods (Cannondale) 1’13’’
...
19. Rui Costa (UAE Emirates) a 2’52’’
21. Nélson Oliveira (Movistar) a 3’02’’
36. Ricardo Vilela (Manzana) a 12’25’’
153. Rafael Reis (Caja Rural) a 57’14’