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Froome: O herói do Zoncolan “ainda pode ganhar o Giro”

O líder da Sky foi o único a conseguir sorrir depois de dez quilómetros de puro sofrimento até ao cume do temível Zoncolan. Pinot estava convencido no final: “nunca fiz uma subida tão dura como esta em toda a minha carreira e nunca sofri como sofri hoje”.

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Chris Froome venceu a 14ª etapa do Giro.

JAIME REINA

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A palavra “herói” é chancela típica para atribuir aos vencedores de etapas no ciclismo, mas há dias em que não há mesmo epíteto mais rigoroso para se aplicar. Chris Froome foi o grande herói da etapa 14 do Giro, este sábado, porque saiu como vencedor de uma etapa com final dramático, de enorme sofrimento para os ciclistas, que terminou no cume do Monte Zoncolan.

Na opinião do diretor da Sky, Dave Brailsford, a primeira vitória de sempre de Froome no Giro pode ser mais do que isso. Apesar dos 3’10 que o britânico leva de desvantagem para o camisola rosa Simon Yates (Mitchelton-Scott) – segundo na etapa, a seis segundos do compatriota - Brailsford diz que é possível mais.

“Se ele ainda pode vencer? Absolutamente”, declarou à BBC Radio 5. “Vincenzo Nibali estava ainda mais atrasado em 2016 e ganhou. Os melhores corredores chegam ao topo porque têm uma capacidade incrível de recuperação”, disse ainda o líder da Sky.

Duas quedas não deitam abaixo Froome

Uma dura queda antes do arranque do Giro e outra já durante a competição, à oitava jornada, atrasaram muito Froome, vencedor de quatro Tours e uma Vuelta, à procura do seu primeiro título em Itália.

Para lograr o seu grande objetivo, restam sete etapas, três delas de montanha – uma delas, este domingo - e um contra-relógio que o britânico tentará aproveitar ao máximo.

Para já, quem segue na frente é Simon Yates. Tom Dumolin (Sunweb) que defende o título, segue em segundo a 1’24 e Domenico Pozzovivo (Bharain-Merida), que também esteve em muito bom plano este sábado, fecha o pódio da geral a 1’37. Thibaut Pinot, que foi sexto na etapa, é quarto na geral a 1’46 e Froome passou, então, para a quinta posição.

O francês foi aliás o mais incisivo na descrição do que foi subir o Zoncolan – 10 quilómetros em que o gradiente máximo chega aos 22% - para muitos a miais difícil subida da Europa: “Nunca fiz uma subida tão dura como esta em toda a minha carreira e nunca sofri mais do que hoje”, declarou ao “L’Equipe”.

Um resumo da etapa de sábado pode ser visto aqui.