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Chris Froome: 80 quilómetros de solidão e a camisola cor-de-rosa. “Uma das coisas mais loucas que fiz”

Froome é o novo líder do Giro de Italia depois de uma fuga histórica na 19ª e antepenúltima etapa. O anterior líder ficou a 39 minutos

Hugo Tavares da Silva

Justin Setterfield

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“Foi provavelmente uma das coisas mais loucas que fiz numa bicicleta”

Foi assim que Chris Froome (Team Sky) descreveu o que viveu esta sexta-feira no Giro de Italia. Antes de a 19.ª etapa arrancar (Venaria Reale a Bardonecchia, 185km), o britânico estava na quarta posição. Simon Yates (Mitchelton-Scott) morava na liderança da geral. Mas o homem que já ganhou quatro edições da Volta a França acabou por meter asas nos pedais...

A etapa, recordamos outra vez, tinha 185 quilómetros e Chris Froome decidiu atacar a 80 quilómetros da meta. Oitenta. A solo. “Foi uma jogada um bocadinho arriscada”, diria no fim. “Foi calculada, mas foi uma tempestade perfeita para esta situação. A equipa tem sido fantástica. Os rapazes estavam muito motivados para hoje. É um sentimento maravilhoso. Foi provavelmente uma das coisas mais loucas que fiz numa bicicleta.” A loucura foi fugir sozinho durante 80 kms. Ou seja, é meter-se na A1 e fazer Lisboa-Santarém ou Porto-Oliveira do Bairro e dar ao pedal a solo enquanto se é perseguido.

Simon Yates, o homem que vestia a impecável maglia rosa, afundou-se e acabou a 39 minutos de Froome, que terminou a 19.ª etapa em 5h12:26. Richard Carapaz (Movistar Team) e Thibaut Pinot (Groupama - FDJ) completaram o pódio, a três minutos do líder. Froome lidera agora a classificação geral, com Tom Dumoulin (Team Sunweb) a 40 segundos. O português José Gonçalves (Team Katusha Alpecin) segue na 16.ª posição, a 28 minutos do britânico.

A 20.ª e penúltima etapa da Volta a Itália disputa-se este sábado, entre Susa e Cervinia (214km).