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Vítor Pereira, um treinador do bairro: “Cresci na rua, a lutar pelo meu espaço à batatada”

O treinador mais mal-amado pela nação portista — apesar de ter sido bicampeão com apenas uma derrota (2011/12 e 2012/13) — voltou a Portugal para um estágio em Troia com a sua nova equipa, o TSV 1860 München, da 2ª liga alemã, onde se vai estrear na próxima semana, e falou (muito) sobre futebol com a Tribuna Expresso

Mariana Cabral

Vitor Pereira tem 48 anos e lidera o TSV 1860 München, depois de ter estado no Fenerbahçe (Turquia), no Olympiakos (Grécia), no Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita) e no FC Porto

Marcos Borga

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Eis algumas frases de Vítor Pereira à Tribuna Expresso:

- “Estive no FC Porto duas épocas com um derrota na Liga. Isso ninguém pode apagar. Que venha outro e faça o mesmo”

- “Cresci na rua, a lutar pelo meu espaço à batatada. Ninguém naquele bairro ia para a faculdade. Mas fui e paguei [...] Se tinha de trabalhar aos fins de semana a trolha, trabalhava, ia para a construção, ia carregar caixas de peixe”

- “Ouvi dois ou três iluminados pumba, pumba, a bater no Jesus [...] E eu penso: mas quem é que eles treinaram? Nunca lideraram ninguém na vida”

- “Sabes que a metodologia de treino, numa 2ª liga... Têm muito a cultura do físico. Mas treinos sem intensidade nenhuma. Trabalho com blocos de grande intensidade, onde quero ritmo no toque, bola a andar rápido, com linhas de passe constantes, toca e abre, apoia e vai, tau, tau, tau. Na primeira semana é muita informação, acho que eles até já estavam perdidos”

Leia a entrevista a Vítor Pereira na edição semanal do Expresso de 21 de janeiro de 2017

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